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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quinta-feira (31) uma nova ordem executiva que modifica e amplia as tarifas comerciais impostas a dezenas de países. As novas alíquotas variam entre 10% e 50% e passam a valer a partir de 7 de agosto.
Segundo a Casa Branca, a medida visa conter práticas comerciais consideradas desleais e proteger os interesses econômicos americanos.
O Brasil aparece como o país mais penalizado, com uma tarifa de 50%, mesmo após a divulgação de uma longa lista de exceções. A Síria, Laos e Mianmar também figuram entre os mais afetados. Já Reino Unido e Ilhas Malvinas receberam a menor alíquota: 10%.
Confira as taxas mais altas por país:
- Brasil — 50%
- Síria — 41%
- Laos — 40%
- Mianmar (Birmânia) — 40%
- Suíça — 39%
- Iraque — 35%
- Sérvia — 35%
- Canadá — 35% (anteriormente 25%)
- África do Sul — 30%
- Argélia — 30%
- Bósnia e Herzegovina — 30%
- Líbia — 30%
- Índia — 25%
- Brunei — 25%
- Cazaquistão — 25%
- Moldávia — 25%
- Tunísia — 25%
- Bangladesh — 20%
- Sri Lanka — 20%
- Taiwan — 20%
- Vietnã — 20%
- Camboja — 19%
- Indonésia — 19%
- Malásia — 19%
- Nicarágua — 18%
- Paquistão — 19%
- Afeganistão — 15%
- Angola — 15%
- Bolívia — 15%
- Botsuana — 15%
- Camarões — 15%
- Chade — 15%
- Costa Rica — 15%
- Costa do Marfim — 15%
- República Democrática do Congo — 15%
- Equador — 15%
- Guiné Equatorial — 15%
- União Europeia — 15%
- Fiji — 15%
- Gana — 15%
- Guiana — 15%
- Islândia — 15%
- Israel — 15%
- Japão — 15%
- Jordânia — 15%
- Lesoto — 15%
- Liechtenstein — 15%
- Madagáscar — 15%
- Malawi — 15%
- Maurício — 15%
- Moçambique — 15%
- Namíbia — 15%
- Nauru — 15%
- Nova Zelândia — 15%
- Nigéria — 15%
- Macedônia do Norte — 15%
- Noruega — 15%
- Papua Nova Guiné — 15%
- Coreia do Sul — 15%
- Trinidad e Tobago — 15%
- Turquia — 15%
- Uganda — 15%
- Vanuatu — 15%
- Venezuela — 15%
- Zâmbia — 15%
- Zimbábue — 15%
- Reino Unido — 10%
- Ilhas Malvinas — 10%
Canadá na mira de Trump
Entre os países que já haviam sido tarifados anteriormente, o Canadá teve sua alíquota aumentada de 25% para 35%. A Casa Branca justificou o aumento como resposta à “inação e retaliação” do governo canadense.
Apesar de um contato feito pelo primeiro-ministro Mark Carney, Trump afirmou que “não conversou com o Canadá” e sinalizou dificuldades nas negociações, citando divergências políticas, como o reconhecimento canadense ao Estado Palestino.
Cartas e ameaças
A nova rodada de tarifas é uma extensão da ofensiva iniciada em julho, quando o governo Trump enviou 25 cartas a parceiros comerciais, anunciando possíveis alíquotas entre 20% e 50%, caso não fosse firmado um acordo bilateral até 1º de agosto. O Brasil, mesmo com diálogo aberto, acabou recebendo a tarifa mais alta.
Brasil: tarifa alta com exceções
Embora penalizado com a maior taxa, o Brasil teve quase 700 produtos isentos da nova alíquota, conforme decreto publicado no dia 30. Itens estratégicos dos setores aeronáutico, de energia e do agronegócio foram poupados. No entanto, produtos como café, carne bovina e frutas devem sentir os efeitos econômicos mais severos.
Com os EUA sendo o segundo principal destino das exportações brasileiras, a medida tem potencial para impactar negativamente a balança comercial e a renda de exportadores nacionais.



