Prefeito de São Paulo de Olivença prevê gasto de R$ 6,9 milhões com pavimentação em meio à cheia dos rios

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Enquanto São Paulo de Olivença enfrenta os impactos da cheia dos rios e segue em situação de alerta hidrológico, a Prefeitura pretende investir quase R$ 7 milhões em obras de pavimentação no município.

O contrato, firmado pela gestão do prefeito Nazareno Souza Martins, o “Gibe” (União Brasil), prevê a contratação da empresa Ícone da Amazônia LTDA para executar serviços de pavimentação em concreto no Bairro da União. O valor total do acordo é de R$ 6.955.038,50.

A contratação ocorreu por meio da Concorrência Eletrônica nº 90.045/2026 e foi formalizada através do Contrato nº 032/2026/CC. Os recursos são provenientes do Convênio nº 016/2025, celebrado entre a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), a Secretaria de Estado de Obras e Infraestrutura (Semot) e o município.

Do montante previsto, cerca de R$ 7 milhões são oriundos do Governo do Amazonas, enquanto a contrapartida da Prefeitura será de aproximadamente R$ 97 mil.

De acordo com o extrato publicado no Diário Oficial, o contrato terá vigência de 240 dias, embora a execução da obra esteja prevista para ocorrer em apenas 120 dias após a emissão da ordem de serviço.

Falta de detalhes gera questionamentos

Apesar do valor milionário, o documento não informa quais ruas serão contempladas pela pavimentação, quantos quilômetros de vias receberão o serviço nem apresenta detalhes técnicos sobre a execução da obra.

A ausência dessas informações levanta questionamentos sobre a transparência do investimento e sobre a viabilidade da execução dos serviços em um período marcado pelo avanço das águas e pelas dificuldades de mobilidade enfrentadas pelo município.

Município enfrenta cheia histórica

São Paulo de Olivença está entre os municípios do Amazonas que enfrentam situação de alerta em razão da cheia dos rios em 2026, conforme monitoramento dos órgãos de defesa civil.

O cenário tem provocado impactos na rotina da população, especialmente em comunidades afetadas pela elevação do nível das águas, o que gera dúvidas sobre a prioridade da aplicação dos recursos públicos neste momento.

Até o momento, a Prefeitura não detalhou o cronograma das obras nem esclareceu como os serviços serão executados durante o período de cheia.

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