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segunda-feira, 10 agosto, 2026
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Debate da Band reúne quatro candidatos ao governo do Amazonas e tem ausência de Roberto Cidade

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O primeiro debate entre candidatos ao governo do Amazonas nas eleições de 2026 foi realizado pela Band neste domingo (9), em Manaus, reunindo Isael Munduruku (Rede), Omar Aziz (PSD), David Almeida (Avante) e Maria do Carmo (PL). Roberto Cidade, candidato que também disputa o cargo, não participou do confronto e justificou a ausência nas redes sociais, afirmando que não queria fazer parte do que classificou como “baixaria da velha política”.

Realizado em cinco blocos, o debate colocou frente a frente os quatro candidatos presentes em discussões sobre saúde, segurança pública, educação, agricultura, políticas para os povos indígenas, combate ao feminicídio, gestão pública e propostas para o interior do Amazonas. A cadeira destinada a Roberto Cidade permaneceu vazia durante o programa.

A Band abriu, com o encontro, a temporada de debates entre os candidatos ao governo estadual, mantendo uma tradição de quase quatro décadas. Ao longo da transmissão, os participantes apresentaram propostas, defenderam suas trajetórias políticas e também trocaram críticas em temas considerados centrais para o futuro do estado.

O confronto ocorreu em um cenário eleitoral no qual o eleitorado do Amazonas ultrapassa 2,8 milhões de pessoas aptas a votar. Segundo os dados mencionados durante o debate, o número de eleitores no estado cresceu 5,7%.

Ausência de Roberto Cidade marca o debate

Roberto Cidade decidiu não comparecer ao debate e divulgou uma manifestação nas redes sociais para explicar a decisão. Na publicação, o candidato afirmou: “Eu não vou ao debate!”

Na sequência, Cidade declarou que não pretendia participar de um confronto que, segundo ele, já estaria marcado por ataques entre os adversários.

“Não vou fazer parte da baixaria da velha política”, escreveu.

O candidato também afirmou que não tinha “tempo a perder com esse jogo baixo de ataques que já está ensaiado entre os meus adversários”.

Na mensagem, Cidade procurou destacar ações realizadas durante os primeiros meses de sua administração. Entre os pontos citados estão medidas na área da segurança pública, saúde, educação e infraestrutura.

Sobre o combate à criminalidade, afirmou ter aumentado o policiamento nas ruas e realizado operações contra o tráfico de drogas. Na saúde, disse ter enfrentado problemas relacionados a dívidas com empresas médicas e atrasos nos pagamentos de profissionais.

Segundo Cidade, mais de R$ 339 milhões já teriam sido pagos após negociações com empresas e profissionais da área.

O candidato também mencionou medidas relacionadas à fila do SISREG, centros de cirurgia funcionando por 24 horas e mutirões de consultas e exames.

Na educação, destacou a garantia de plano de saúde para servidores, a distribuição de materiais escolares e o concurso da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, com mais de 7,8 mil vagas.

Cidade ainda citou obras de infraestrutura em municípios do interior.

“Fizemos tudo isso em pouco tempo. Mas sei que ainda tem muito a ser feito. O Amazonas tem pressa. Enquanto meus adversários me atacam, eu vou responder com trabalho”, afirmou.

Ao justificar novamente sua ausência, o candidato declarou: “Não vou perder tempo atacando pessoas. Vou seguir atacando os problemas reais para cuidar das pessoas, retomar o crescimento e planejar o Amazonas do futuro.”

Cidade encerrou a manifestação reiterando respeito à organização do debate e aos profissionais de imprensa responsáveis pela transmissão.

Quatro candidatos apresentam trajetórias

O primeiro bloco foi dedicado à apresentação das motivações dos candidatos para disputar o governo e às experiências que, segundo eles, os credenciam para ocupar o cargo.

Isael Munduruku apresentou-se como uma alternativa às propostas que considera ultrapassadas. Advogado e líder indígena, ele é um dos fundadores do Parque das Tribos, comunidade indígena urbana localizada na Zona Oeste de Manaus.

A candidatura de Isael foi homologada durante convenção realizada na Maloca do Parque das Tribos, no bairro Tarumã.

O candidato defendeu a necessidade de ampliar a participação dos povos indígenas nas decisões do governo e apresentou uma visão de administração baseada no diálogo com a população.

Omar Aziz, por sua vez, utilizou sua experiência política como principal argumento para a candidatura. Engenheiro civil, senador da República e ex-governador do Amazonas, ele já exerceu os cargos de vereador, deputado estadual, vice-prefeito de Manaus e vice-governador do estado.

Aziz disputa novamente o governo após ter sido eleito e posteriormente reeleito para comandar o Amazonas, em 2010. Durante o debate, citou propostas para áreas como saúde, educação e segurança pública.

David Almeida destacou a experiência acumulada em cargos públicos. Antes de chegar à Prefeitura de Manaus, construiu carreira no Legislativo estadual.

O atual candidato do Avante foi prefeito de Manaus entre janeiro de 2021 e março de 2026. Também exerceu mandato de deputado estadual e ocupou outros espaços na política amazonense.

Durante sua participação, Almeida procurou associar sua experiência administrativa aos resultados obtidos durante sua passagem pelo Executivo municipal.

Maria do Carmo apresentou sua trajetória ligada principalmente à educação. Empresária, professora, mestre e doutora em Direito, ela atua como gestora de instituições de ensino no Amazonas e participou da criação de faculdades no estado.

A candidata também possui atuação empresarial e chegou a disputar a vice-prefeitura de Manaus em 2024, na chapa encabeçada pelo deputado federal Capitão Alberto Neto. A candidatura chegou ao segundo turno, mas foi derrotada pela chapa do então prefeito David Almeida.

Durante o debate, Maria do Carmo ressaltou sua experiência na educação e afirmou contar com o apoio da família Bolsonaro.

Saúde e segurança dominam segundo bloco

O segundo bloco foi marcado pelo confronto direto entre os candidatos.

Isael Munduruku questionou Omar Aziz sobre as propostas para um eventual novo mandato. O ex-governador citou investimentos realizados durante sua administração e falou sobre a construção de 21 hospitais.

Aziz também defendeu a implantação de oito hospitais regionais como forma de ampliar a oferta de atendimento médico no interior do Amazonas.

Isael contestou a concentração dos investimentos em saúde na capital e defendeu uma maior descentralização dos serviços públicos.

Em seguida, Omar Aziz questionou David Almeida sobre segurança pública. O candidato do Avante citou medidas adotadas durante períodos em que ocupou funções no Executivo, incluindo sua passagem pelo governo interino e a administração de Manaus.

Aziz defendeu a ampliação do programa Ronda no Bairro, o funcionamento de delegacias durante 24 horas e a realização de novos concursos para a área de segurança.

David Almeida, entretanto, criticou a carga de trabalho atribuída aos policiais pelo modelo do Ronda no Bairro e defendeu maior integração entre as forças de segurança.

Outro embate ocorreu entre David Almeida e Maria do Carmo. Os dois discutiram ações na área da educação e trocaram críticas relacionadas às instituições de ensino ligadas à candidata.

Maria do Carmo afirmou que sua experiência no setor educacional seria uma das credenciais para administrar o estado. Almeida contestou a afirmação e fez críticas a obras e indicadores relacionados à instituição de ensino mencionada durante o debate.

Maria respondeu que ainda busca financiamento para determinadas obras e afirmou que pretende realizar as entregas utilizando recursos próprios.

No encerramento do bloco, Maria do Carmo questionou Isael Munduruku sobre propostas voltadas aos povos indígenas.

Isael criticou políticas associadas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu ações voltadas à cultura, educação e preservação dos conhecimentos tradicionais.

Maria do Carmo rebateu mencionando governos do PT e suas políticas para os povos indígenas. Isael, então, voltou a defender a ampliação das políticas públicas direcionadas às comunidades indígenas.

Jornalistas questionam candidatos sobre gestão

O terceiro bloco teve perguntas formuladas por jornalistas da Band Amazonas e da Rádio BandNews Difusora Manaus.

Na área da saúde, David Almeida defendeu que os serviços de urgência e emergência não sejam terceirizados. Isael Munduruku também criticou modelos de gestão hospitalar e afirmou que pretende ampliar a participação direta do governo na administração das unidades.

Na segurança pública, Isael defendeu investimentos em inteligência e melhoria da estrutura policial.

Omar Aziz apresentou uma proposta de ampliação do efetivo e afirmou que pretende convocar mil policiais. Também defendeu concurso público para cinco mil agentes e delegados, além de ações preventivas.

A discussão avançou para a questão financeira do estado. Omar defendeu a necessidade de realizar um ajuste fiscal e revisar contratos mantidos pelo governo.

Maria do Carmo fez críticas à administração estadual e afirmou existir uma “organização criminosa” que, segundo ela, estaria “dilapidando o estado”.

Omar Aziz respondeu que o principal problema não seria a falta de recursos, mas a gestão do dinheiro público.

A educação também voltou ao centro do debate. Maria do Carmo defendeu que as escolas estaduais sejam transformadas em unidades de ensino integral.

David Almeida citou ações implementadas durante sua administração na Prefeitura de Manaus e afirmou que pretende levar iniciativas semelhantes para a estrutura estadual caso seja eleito.

Eleitores levantam temas sociais e econômicos

No quarto bloco, as perguntas foram elaboradas por eleitores e abordaram assuntos como feminicídio, educação, cumprimento de promessas de campanha e agricultura.

Maria do Carmo defendeu a criação e o fortalecimento de uma rede de apoio às mulheres. Entre as medidas mencionadas estão delegacias especializadas e casas de acolhimento.

A candidata afirmou que pretende trabalhar para reduzir os índices de feminicídio no Amazonas.

Omar Aziz também defendeu uma estrutura de acolhimento para vítimas de violência e afirmou que sua vice-governadora deverá ter atuação nesse setor.

Na educação, Omar e Isael defenderam melhorias na estrutura física das escolas, valorização dos professores e reforço escolar no contraturno.

Quando questionado sobre o cumprimento das promessas de campanha, Isael Munduruku afirmou que pretende manter um canal permanente de diálogo com a população.

O candidato também defendeu o fortalecimento dos conselhos de participação popular como instrumentos para acompanhar as ações do governo.

A agricultura foi o tema da última pergunta do bloco.

David Almeida apresentou propostas para fortalecer o setor produtivo no interior do Amazonas. Entre as ideias mencionadas esteve a criação de uma fábrica de ração no interior.

Maria do Carmo questionou ações apresentadas pelo adversário e voltou a fazer referência à instituição de ensino ligada a David Almeida.

Na réplica, Almeida contestou a candidata e voltou a citar a avaliação do curso de medicina da instituição.

Considerações finais reforçam propostas

Com a ausência de Roberto Cidade, os quatro candidatos que participaram do debate tiveram três minutos cada para apresentar suas considerações finais.

Maria do Carmo pediu que os eleitores analisassem a situação de áreas consideradas prioritárias antes de escolher o próximo governador.

A candidata apresentou sua candidatura como uma alternativa aos grupos que já administraram o Amazonas e reforçou a experiência construída na educação e na iniciativa privada.

David Almeida afirmou que o Amazonas atravessa, segundo sua avaliação, um dos piores momentos nas áreas de saúde, segurança e educação.

O candidato voltou a criticar a ausência de Roberto Cidade e aproveitou os minutos finais para destacar ações realizadas durante sua gestão na Prefeitura de Manaus.

Omar Aziz encerrou sua participação defendendo a valorização dos professores e a implantação de escolas em tempo integral.

Também apresentou propostas relacionadas à produção rural, concursos públicos na segurança, funcionamento de delegacias durante 24 horas e ações voltadas ao atendimento de pessoas dependentes de drogas.

Isael Munduruku foi o último dos candidatos presentes a falar.

O candidato voltou a defender um governo baseado no diálogo com a população e no fortalecimento dos conselhos de participação social.

Também destacou a valorização dos servidores públicos e apresentou a proposta de aproximar ciência e conhecimentos tradicionais como parte de uma estratégia de desenvolvimento para o Amazonas.

Debate inicia nova etapa da disputa eleitoral

O encontro da Band marcou um dos primeiros momentos de confronto direto entre os candidatos ao governo do Amazonas na atual disputa eleitoral.

Ao longo dos cinco blocos, os candidatos procuraram apresentar suas propostas, defender suas experiências e explorar fragilidades dos adversários. Saúde, segurança pública e educação estiveram entre os assuntos mais recorrentes, mas o debate também abordou agricultura, políticas para povos indígenas, violência contra as mulheres e equilíbrio das contas públicas.

A ausência de Roberto Cidade acrescentou um elemento particular à transmissão. Embora não tenha participado presencialmente, o candidato ocupou parte relevante do debate por meio das críticas feitas pelos adversários e da manifestação publicada nas redes sociais para justificar sua decisão.

Com os candidatos presentes apresentando diferentes visões para a administração estadual, o debate também serviu para colocar em evidência os principais desafios que deverão ocupar espaço na campanha.

O eleitorado amazonense, que já ultrapassa 2,8 milhões de pessoas, terá pela frente uma disputa na qual os candidatos deverão continuar apresentando propostas para problemas históricos do estado, especialmente nas áreas de saúde, segurança, educação, infraestrutura e desenvolvimento do interior.

O debate da Band, portanto, abriu uma sequência de confrontos que deverá colocar os postulantes ao governo diante de novos questionamentos e comparações ao longo da campanha eleitoral.

Debate da Band reúne quatro candidatos ao governo do Amazonas e tem ausência de Roberto Cidade

O primeiro debate entre candidatos ao governo do Amazonas nas eleições de 2026 foi realizado pela Band neste domingo (9), em Manaus, reunindo Isael Munduruku (Rede), Omar Aziz (PSD), David Almeida (Avante) e Maria do Carmo (PL). Roberto Cidade, candidato que também disputa o cargo, não participou do confronto e justificou a ausência nas redes sociais, afirmando que não queria fazer parte do que classificou como “baixaria da velha política”.

Realizado em cinco blocos, o debate colocou frente a frente os quatro candidatos presentes em discussões sobre saúde, segurança pública, educação, agricultura, políticas para os povos indígenas, combate ao feminicídio, gestão pública e propostas para o interior do Amazonas. A cadeira destinada a Roberto Cidade permaneceu vazia durante o programa.

A Band abriu, com o encontro, a temporada de debates entre os candidatos ao governo estadual, mantendo uma tradição de quase quatro décadas. Ao longo da transmissão, os participantes apresentaram propostas, defenderam suas trajetórias políticas e também trocaram críticas em temas considerados centrais para o futuro do estado.

O confronto ocorreu em um cenário eleitoral no qual o eleitorado do Amazonas ultrapassa 2,8 milhões de pessoas aptas a votar. Segundo os dados mencionados durante o debate, o número de eleitores no estado cresceu 5,7%.

Ausência de Roberto Cidade marca o debate

Roberto Cidade decidiu não comparecer ao debate e divulgou uma manifestação nas redes sociais para explicar a decisão. Na publicação, o candidato afirmou: “Eu não vou ao debate!”

Na sequência, Cidade declarou que não pretendia participar de um confronto que, segundo ele, já estaria marcado por ataques entre os adversários.

“Não vou fazer parte da baixaria da velha política”, escreveu.

O candidato também afirmou que não tinha “tempo a perder com esse jogo baixo de ataques que já está ensaiado entre os meus adversários”.

Na mensagem, Cidade procurou destacar ações realizadas durante os primeiros meses de sua administração. Entre os pontos citados estão medidas na área da segurança pública, saúde, educação e infraestrutura.

Sobre o combate à criminalidade, afirmou ter aumentado o policiamento nas ruas e realizado operações contra o tráfico de drogas. Na saúde, disse ter enfrentado problemas relacionados a dívidas com empresas médicas e atrasos nos pagamentos de profissionais.

Segundo Cidade, mais de R$ 339 milhões já teriam sido pagos após negociações com empresas e profissionais da área.

O candidato também mencionou medidas relacionadas à fila do SISREG, centros de cirurgia funcionando por 24 horas e mutirões de consultas e exames.

Na educação, destacou a garantia de plano de saúde para servidores, a distribuição de materiais escolares e o concurso da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, com mais de 7,8 mil vagas.

Cidade ainda citou obras de infraestrutura em municípios do interior.

“Fizemos tudo isso em pouco tempo. Mas sei que ainda tem muito a ser feito. O Amazonas tem pressa. Enquanto meus adversários me atacam, eu vou responder com trabalho”, afirmou.

Ao justificar novamente sua ausência, o candidato declarou: “Não vou perder tempo atacando pessoas. Vou seguir atacando os problemas reais para cuidar das pessoas, retomar o crescimento e planejar o Amazonas do futuro.”

Cidade encerrou a manifestação reiterando respeito à organização do debate e aos profissionais de imprensa responsáveis pela transmissão.

Quatro candidatos apresentam trajetórias

O primeiro bloco foi dedicado à apresentação das motivações dos candidatos para disputar o governo e às experiências que, segundo eles, os credenciam para ocupar o cargo.

Isael Munduruku apresentou-se como uma alternativa às propostas que considera ultrapassadas. Advogado e líder indígena, ele é um dos fundadores do Parque das Tribos, comunidade indígena urbana localizada na Zona Oeste de Manaus.

A candidatura de Isael foi homologada durante convenção realizada na Maloca do Parque das Tribos, no bairro Tarumã.

O candidato defendeu a necessidade de ampliar a participação dos povos indígenas nas decisões do governo e apresentou uma visão de administração baseada no diálogo com a população.

Omar Aziz, por sua vez, utilizou sua experiência política como principal argumento para a candidatura. Engenheiro civil, senador da República e ex-governador do Amazonas, ele já exerceu os cargos de vereador, deputado estadual, vice-prefeito de Manaus e vice-governador do estado.

Aziz disputa novamente o governo após ter sido eleito e posteriormente reeleito para comandar o Amazonas, em 2010. Durante o debate, citou propostas para áreas como saúde, educação e segurança pública.

David Almeida destacou a experiência acumulada em cargos públicos. Antes de chegar à Prefeitura de Manaus, construiu carreira no Legislativo estadual.

O atual candidato do Avante foi prefeito de Manaus entre janeiro de 2021 e março de 2026. Também exerceu mandato de deputado estadual e ocupou outros espaços na política amazonense.

Durante sua participação, Almeida procurou associar sua experiência administrativa aos resultados obtidos durante sua passagem pelo Executivo municipal.

Maria do Carmo apresentou sua trajetória ligada principalmente à educação. Empresária, professora, mestre e doutora em Direito, ela atua como gestora de instituições de ensino no Amazonas e participou da criação de faculdades no estado.

A candidata também possui atuação empresarial e chegou a disputar a vice-prefeitura de Manaus em 2024, na chapa encabeçada pelo deputado federal Capitão Alberto Neto. A candidatura chegou ao segundo turno, mas foi derrotada pela chapa do então prefeito David Almeida.

Durante o debate, Maria do Carmo ressaltou sua experiência na educação e afirmou contar com o apoio da família Bolsonaro.

Saúde e segurança dominam segundo bloco

O segundo bloco foi marcado pelo confronto direto entre os candidatos.

Isael Munduruku questionou Omar Aziz sobre as propostas para um eventual novo mandato. O ex-governador citou investimentos realizados durante sua administração e falou sobre a construção de 21 hospitais.

Aziz também defendeu a implantação de oito hospitais regionais como forma de ampliar a oferta de atendimento médico no interior do Amazonas.

Isael contestou a concentração dos investimentos em saúde na capital e defendeu uma maior descentralização dos serviços públicos.

Em seguida, Omar Aziz questionou David Almeida sobre segurança pública. O candidato do Avante citou medidas adotadas durante períodos em que ocupou funções no Executivo, incluindo sua passagem pelo governo interino e a administração de Manaus.

Aziz defendeu a ampliação do programa Ronda no Bairro, o funcionamento de delegacias durante 24 horas e a realização de novos concursos para a área de segurança.

David Almeida, entretanto, criticou a carga de trabalho atribuída aos policiais pelo modelo do Ronda no Bairro e defendeu maior integração entre as forças de segurança.

Outro embate ocorreu entre David Almeida e Maria do Carmo. Os dois discutiram ações na área da educação e trocaram críticas relacionadas às instituições de ensino ligadas à candidata.

Maria do Carmo afirmou que sua experiência no setor educacional seria uma das credenciais para administrar o estado. Almeida contestou a afirmação e fez críticas a obras e indicadores relacionados à instituição de ensino mencionada durante o debate.

Maria respondeu que ainda busca financiamento para determinadas obras e afirmou que pretende realizar as entregas utilizando recursos próprios.

No encerramento do bloco, Maria do Carmo questionou Isael Munduruku sobre propostas voltadas aos povos indígenas.

Isael criticou políticas associadas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu ações voltadas à cultura, educação e preservação dos conhecimentos tradicionais.

Maria do Carmo rebateu mencionando governos do PT e suas políticas para os povos indígenas. Isael, então, voltou a defender a ampliação das políticas públicas direcionadas às comunidades indígenas.

Jornalistas questionam candidatos sobre gestão

O terceiro bloco teve perguntas formuladas por jornalistas da Band Amazonas e da Rádio BandNews Difusora Manaus.

Na área da saúde, David Almeida defendeu que os serviços de urgência e emergência não sejam terceirizados. Isael Munduruku também criticou modelos de gestão hospitalar e afirmou que pretende ampliar a participação direta do governo na administração das unidades.

Na segurança pública, Isael defendeu investimentos em inteligência e melhoria da estrutura policial.

Omar Aziz apresentou uma proposta de ampliação do efetivo e afirmou que pretende convocar mil policiais. Também defendeu concurso público para cinco mil agentes e delegados, além de ações preventivas.

A discussão avançou para a questão financeira do estado. Omar defendeu a necessidade de realizar um ajuste fiscal e revisar contratos mantidos pelo governo.

Maria do Carmo fez críticas à administração estadual e afirmou existir uma “organização criminosa” que, segundo ela, estaria “dilapidando o estado”.

Omar Aziz respondeu que o principal problema não seria a falta de recursos, mas a gestão do dinheiro público.

A educação também voltou ao centro do debate. Maria do Carmo defendeu que as escolas estaduais sejam transformadas em unidades de ensino integral.

David Almeida citou ações implementadas durante sua administração na Prefeitura de Manaus e afirmou que pretende levar iniciativas semelhantes para a estrutura estadual caso seja eleito.

Eleitores levantam temas sociais e econômicos

No quarto bloco, as perguntas foram elaboradas por eleitores e abordaram assuntos como feminicídio, educação, cumprimento de promessas de campanha e agricultura.

Maria do Carmo defendeu a criação e o fortalecimento de uma rede de apoio às mulheres. Entre as medidas mencionadas estão delegacias especializadas e casas de acolhimento.

A candidata afirmou que pretende trabalhar para reduzir os índices de feminicídio no Amazonas.

Omar Aziz também defendeu uma estrutura de acolhimento para vítimas de violência e afirmou que sua vice-governadora deverá ter atuação nesse setor.

Na educação, Omar e Isael defenderam melhorias na estrutura física das escolas, valorização dos professores e reforço escolar no contraturno.

Quando questionado sobre o cumprimento das promessas de campanha, Isael Munduruku afirmou que pretende manter um canal permanente de diálogo com a população.

O candidato também defendeu o fortalecimento dos conselhos de participação popular como instrumentos para acompanhar as ações do governo.

A agricultura foi o tema da última pergunta do bloco.

David Almeida apresentou propostas para fortalecer o setor produtivo no interior do Amazonas. Entre as ideias mencionadas esteve a criação de uma fábrica de ração no interior.

Maria do Carmo questionou ações apresentadas pelo adversário e voltou a fazer referência à instituição de ensino ligada a David Almeida.

Na réplica, Almeida contestou a candidata e voltou a citar a avaliação do curso de medicina da instituição.

Considerações finais reforçam propostas

Com a ausência de Roberto Cidade, os quatro candidatos que participaram do debate tiveram três minutos cada para apresentar suas considerações finais.

Maria do Carmo pediu que os eleitores analisassem a situação de áreas consideradas prioritárias antes de escolher o próximo governador.

A candidata apresentou sua candidatura como uma alternativa aos grupos que já administraram o Amazonas e reforçou a experiência construída na educação e na iniciativa privada.

David Almeida afirmou que o Amazonas atravessa, segundo sua avaliação, um dos piores momentos nas áreas de saúde, segurança e educação.

O candidato voltou a criticar a ausência de Roberto Cidade e aproveitou os minutos finais para destacar ações realizadas durante sua gestão na Prefeitura de Manaus.

Omar Aziz encerrou sua participação defendendo a valorização dos professores e a implantação de escolas em tempo integral.

Também apresentou propostas relacionadas à produção rural, concursos públicos na segurança, funcionamento de delegacias durante 24 horas e ações voltadas ao atendimento de pessoas dependentes de drogas.

Isael Munduruku foi o último dos candidatos presentes a falar.

O candidato voltou a defender um governo baseado no diálogo com a população e no fortalecimento dos conselhos de participação social.

Também destacou a valorização dos servidores públicos e apresentou a proposta de aproximar ciência e conhecimentos tradicionais como parte de uma estratégia de desenvolvimento para o Amazonas.

Debate inicia nova etapa da disputa eleitoral

O encontro da Band marcou um dos primeiros momentos de confronto direto entre os candidatos ao governo do Amazonas na atual disputa eleitoral.

Ao longo dos cinco blocos, os candidatos procuraram apresentar suas propostas, defender suas experiências e explorar fragilidades dos adversários. Saúde, segurança pública e educação estiveram entre os assuntos mais recorrentes, mas o debate também abordou agricultura, políticas para povos indígenas, violência contra as mulheres e equilíbrio das contas públicas.

A ausência de Roberto Cidade acrescentou um elemento particular à transmissão. Embora não tenha participado presencialmente, o candidato ocupou parte relevante do debate por meio das críticas feitas pelos adversários e da manifestação publicada nas redes sociais para justificar sua decisão.

Com os candidatos presentes apresentando diferentes visões para a administração estadual, o debate também serviu para colocar em evidência os principais desafios que deverão ocupar espaço na campanha.

O eleitorado amazonense, que já ultrapassa 2,8 milhões de pessoas, terá pela frente uma disputa na qual os candidatos deverão continuar apresentando propostas para problemas históricos do estado, especialmente nas áreas de saúde, segurança, educação, infraestrutura e desenvolvimento do interior.

O debate da Band, portanto, abriu uma sequência de confrontos que deverá colocar os postulantes ao governo diante de novos questionamentos e comparações ao longo da campanha eleitoral.

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