Um policial civil identificado como Luciano Granjeiro foi preso na manhã desta terça-feira (9), em Manaus, durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de roubo e ocultação de ouro extraído ilegalmente na Amazônia.
A prisão ocorreu durante a Operação Piloto de Fuga, realizada em conjunto com o Ministério Público. A ação é mais uma etapa das investigações sobre o assalto ocorrido em outubro de 2025, considerado um dos maiores casos envolvendo ouro ilegal já registrados no Amazonas.
Além da prisão do policial, os agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão na capital amazonense. Também foram realizadas diligências no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), unidade onde o investigado atua.
De acordo com a Polícia Federal, a operação busca identificar todos os integrantes da organização criminosa e aprofundar as investigações sobre a participação de agentes públicos e terceiros no esquema.
As apurações apontam que o ouro extraído ilegalmente saía do Pará, passava pelo Amazonas e seguia para Roraima. A suspeita é de que o material fosse posteriormente enviado para o exterior.
A Operação Piloto de Fuga é um desdobramento da Operação Auxílio Criminoso, deflagrada no último dia 29 de maio, que teve como alvo pessoas suspeitas de integrar a estrutura responsável pelo roubo e pela ocultação do minério.

Relembre o caso
As investigações tiveram origem em um dos episódios mais emblemáticos envolvendo mineração ilegal na região Norte.
Em outubro de 2025, as autoridades realizaram a maior apreensão de ouro da história do Amazonas. Na ocasião, foram apreendidas 77 barras de ouro avaliadas em aproximadamente R$ 45 milhões.
Segundo a Polícia Federal, o material havia sido extraído ilegalmente e fazia parte de uma rota criminosa utilizada para o transporte e comercialização clandestina do minério.

Com o avanço das investigações, surgiram indícios da participação de agentes públicos no esquema, levando à deflagração de novas operações para identificar possíveis facilitadores e integrantes da organização criminosa.
Os investigados poderão responder pelos crimes de roubo, associação criminosa, fraude processual e usurpação de bens da União, já que os recursos minerais pertencem legalmente ao Estado brasileiro.




