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segunda-feira, 9 fevereiro, 2026
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Polícia Civil prende suspeito de abuso sexual contra criança em Manaus

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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, nesta segunda-feira (19), um homem de 37 anos suspeito de cometer abuso sexual contra uma criança de 10 anos. A prisão preventiva foi cumprida no bairro Dom Pedro, na zona centro-oeste de Manaus, após investigações apontarem que o suspeito mantinha contato com a vítima por meio de mensagens com conteúdo impróprio e tentava retomar a aproximação com a criança. O homem vai responder por estupro de vulnerável, tanto na forma física quanto virtual, e permanece à disposição da Justiça.

Investigação começou após denúncia da mãe

As investigações tiveram início a partir da denúncia feita pela mãe da criança, que procurou a polícia ao perceber que a filha vinha recebendo mensagens inadequadas enviadas por um homem conhecido da família. De acordo com a delegada Mayara Magna, responsável pelo caso, o conteúdo das mensagens levantou suspeitas imediatas e motivou a abertura do inquérito policial.

Durante o depoimento especial, realizado de forma adequada para preservar a integridade emocional da vítima, a criança relatou que os abusos teriam ocorrido anos antes, quando ela tinha apenas 6 anos de idade. Segundo o relato, os crimes aconteceram durante um fim de semana em que a menina esteve na casa do suspeito.

Na época, por medo e sem compreender completamente a gravidade do que havia ocorrido, a criança não contou à mãe o que realmente tinha acontecido. Para justificar o sofrimento físico e emocional, ela disse apenas que havia se machucado, omitindo os abusos sofridos.

Tentativa de reaproximação e novas abordagens

Conforme explicou a delegada Mayara Magna, o caso ganhou novos contornos recentemente, quando o suspeito voltou a procurar a criança. Dessa vez, ele teria utilizado aplicativos de mensagens para enviar fotos íntimas e fazer pedidos para que a vítima enviasse imagens em troca de dinheiro.

“A mãe percebeu que havia algo errado ao ver as mensagens no celular da filha e, diante do teor do conteúdo, decidiu procurar a polícia imediatamente”, afirmou a delegada.

As investigações revelaram ainda que o homem tentou convencer a criança a encontrá-lo pessoalmente. Para isso, ele chegou a oferecer corridas por aplicativo como forma de facilitar o deslocamento da vítima até o local onde pretendia encontrá-la.

Provas reunidas e prisão preventiva

Com base nos relatos, nas mensagens trocadas e em outros elementos colhidos ao longo da apuração, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito. O pedido foi analisado e autorizado pela Justiça, que considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade, além do risco de novos crimes.

A prisão foi cumprida nesta segunda-feira, no bairro Dom Pedro, sem resistência. Durante o interrogatório, o homem alegou que acreditava estar conversando com a mãe da criança, e não diretamente com a vítima. No entanto, essa versão foi confrontada pelos investigadores.

Segundo a polícia, no aparelho celular da criança, o contato do suspeito estava salvo com o nome da mãe seguido da palavra “filha”, o que, para os investigadores, demonstra que ele tinha plena consciência de que se comunicava com a menina.

Apreensão de materiais eletrônicos

Durante a operação policial, os agentes também apreenderam dois aparelhos celulares e pendrives que estavam em posse do suspeito. Todo o material foi encaminhado para perícia técnica, que deverá analisar o conteúdo armazenado nos dispositivos.

A expectativa da polícia é de que a perícia possa identificar outras evidências que reforcem as acusações ou até mesmo apontem a existência de outras possíveis vítimas. “Esse tipo de material é fundamental para esclarecer completamente o caso e garantir que todos os fatos sejam devidamente apurados”, destacou a delegada.

Crime de estupro de vulnerável

O homem vai responder pelo crime de estupro de vulnerável, tipificado no Código Penal Brasileiro. A legislação considera vulnerável qualquer pessoa menor de 14 anos, independentemente de consentimento, e prevê penas severas para esse tipo de crime.

No caso em questão, a polícia destaca que os abusos investigados envolvem tanto a forma física, ocorrida anos atrás, quanto a forma virtual, caracterizada pelo envio de mensagens e imagens com conteúdo impróprio e tentativas de aliciamento.

Especialistas alertam que crimes cometidos no ambiente digital têm se tornado cada vez mais frequentes e exigem atenção redobrada por parte de pais, responsáveis e autoridades. O monitoramento do uso de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes é apontado como uma das principais formas de prevenção.

Importância da denúncia e proteção à vítima

A Polícia Civil reforça que a denúncia feita pela mãe foi essencial para a interrupção de uma possível continuidade dos crimes. Casos de abuso sexual contra crianças, muitas vezes, permanecem ocultos por longos períodos devido ao medo, à vergonha ou à dificuldade da vítima em compreender e relatar o que aconteceu.

“A atitude da mãe foi fundamental para proteger a criança e permitir que a polícia agisse de forma rápida”, ressaltou a delegada Mayara Magna. Ela também destacou a importância de os responsáveis estarem atentos a mudanças de comportamento e ao conteúdo acessado ou recebido por crianças em dispositivos eletrônicos.

A vítima segue recebendo acompanhamento especializado, conforme os protocolos de atendimento humanizado adotados pelas autoridades, visando garantir sua segurança física e emocional.

Suspeito permanece à disposição da Justiça

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição do Poder Judiciário. A investigação segue em andamento até a conclusão do inquérito, quando o caso será encaminhado ao Ministério Público.

A Polícia Civil do Amazonas reforça que denúncias de crimes contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima e que a colaboração da sociedade é fundamental para combater esse tipo de violência.

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