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segunda-feira, 9 fevereiro, 2026
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Mais de 100 cursos de Medicina têm avaliação insatisfatória no Enamed; dois de Manaus recebem nota mínima

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Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), conforme balanço divulgado nesta segunda-feira (19), em Brasília. Em Manaus, a Universidade Nilton Lins e o Centro Universitário CEUNI – Fametro receberam conceito 1, o mais baixo da avaliação.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), dos 351 cursos avaliados em todo o Brasil, 107 obtiveram conceitos 1 e 2, considerados insatisfatórios. Esse grupo representa cerca de 30% do total e está sujeito a sanções como restrição ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e suspensão ou redução de vagas.

Situação no Amazonas

Além das duas instituições privadas que receberam conceito 1, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) alcançaram conceito 3, classificação considerada satisfatória pelo Inep.

Procuradas, a Universidade Nilton Lins e o Centro Universitário CEUNI – Fametro não se manifestaram até a última atualização da reportagem.

Notas e penalidades

De acordo com os dados nacionais, 24 cursos receberam conceito 1 e 83 ficaram com conceito 2. Ao todo, cerca de 89 mil estudantes participaram da avaliação, entre concluintes e alunos de outros períodos. Entre os aproximadamente 39 mil concluintes, apenas 67% atingiram o nível considerado proficiente, ou seja, demonstraram conhecimento adequado ao final da graduação.

Os cursos com conceito 1 terão suspensão total do ingresso de novos alunos. Já aqueles com conceito 2 sofrerão redução no número de vagas. Em reunião com a imprensa, o ministro da Educação, Camilo Santana, explicou que, das 107 graduações mal avaliadas, 99 passarão por penalidades, já que cursos estaduais e municipais não estão sob a gestão direta do MEC.

As medidas previstas incluem a suspensão de oito cursos, redução de 50% das vagas em 13 graduações, diminuição de 25% das vagas em 33 cursos e proibição de ampliação de vagas em outros 45.

Disputa judicial e perfil dos resultados

Antes da divulgação oficial, uma entidade que representa universidades privadas tentou barrar a publicação dos resultados na Justiça, mas o pedido foi negado.

A análise por tipo de instituição aponta que os piores desempenhos se concentram nas universidades públicas municipais, onde 87,5% dos cursos ficaram nas faixas 1 e 2. Instituições privadas com fins lucrativos também tiveram desempenho fraco, com 58,4% dos cursos nessas faixas.

Já os melhores resultados foram registrados nas instituições públicas federais e estaduais. Entre as federais, 87,6% dos cursos alcançaram conceitos 4 e 5. Nas estaduais, o índice foi de 84,7%. Instituições comunitárias e confessionais também apresentaram desempenho positivo, com quase metade dos cursos na faixa 4.

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