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A nomeação do deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) para o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência foi recebida com otimismo pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Ceres Hadich, integrante da coordenação nacional do movimento, afirmou que a chegada do novo ministro pode consolidar a retomada da participação social e fortalecer o diálogo entre o governo e os movimentos populares.
“Boulos vem de uma caminhada histórica de militância, de atuação social e também por dentro da vida parlamentar que consolidou ele como uma grande liderança, como uma referência para causas sociais, inclusive mais amplas do que a causa da moradia urbana”, destacou Hadich. Para ela, a mudança na Secretaria-Geral deve “consolidar os processos de participação social que já vinham sendo estruturados e organizados pelo até então ministro Márcio Macedo”.
Segundo a dirigente, o novo ministro chega em um momento em que o governo busca ampliar o diálogo com a sociedade e reforçar sua presença nas ruas. “Quando o presidente Lula traz Boulos para a Secretaria-Geral, ele olha muito a partir do horizonte eleitoral, sem dúvida nenhuma. Isso pode ser um fator desencadeador de um apelo e um apoio popular mais forte para o governo olhando já as eleições de 2026”, avaliou.
Hadich lembrou que o MST manteve uma relação “muito franca e leal” com o ex-ministro Márcio Macêdo, com quem dialogou sobre a reforma agrária e outros temas interministeriais. A expectativa é manter o mesmo nível de interlocução com Boulos. “Esperamos em breve sentar com o ministro Guilherme Boulos para poder apresentar não só as propostas referentes à reforma agrária, mas também para nos colocarmos à disposição para fortalecer esse processo de construção de mobilização popular, social, no rumo do fortalecimento das pautas do governo”, afirmou.
Para Ceres Hadich, a nova fase pode representar uma “mudança de chave” na relação entre Estado e sociedade civil, indo além dos espaços institucionais de participação. “Vivenciamos um processo de reconstrução da participação social como um todo, muito vinculado a uma concepção bastante institucionalizada. Se faz muito necessário podermos avançar para além disso, ensaiar também essa retomada massiva e popular efetivamente nas ruas da participação social é importante em um horizonte de médio e longo prazo”, defendeu.
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Fonte: Brasil de Fato




