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Depois do Mar do Caribe, governo Trump faz primeiro ataque à embarcação no Oceano Pacífico — Brasil de Fato

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Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (22), mais um ataque a uma embarcação estrangeira em águas internacionais sob a alegação de combate ao narcotráfico. Este, que é o primeiro ataque desse tipo no Oceano Pacífico, teria ocorrido na terça-feira (21).

Em publicação na rede social X, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, informou que o serviço de inteligência estadunidense sabia que a lancha bombardeada era usada para o transporte de drogas. “Havia dois narcoterroristas a bordo durante o ataque, realizado em águas internacionais. Ambos os terroristas foram mortos e nenhuma força americana foi ferida neste ataque”, escreveu no texto que acompanha as imagens, em vídeo, da lancha sendo atingida.

Desde o dia 2 de setembro, o governo dos Estados Unidos realiza bombardeios contra embarcações em águas internacionais. Nos casos anteriores, a maior parte dos alvos foi atingida no mar do Caribe, em frente a costa venezuelana. Estima-se que, até agora, 34 pessoas foram assassinadas em oito ataques, segundo informações da agência de notícias AFP. Até o momento, o governo estadunidense não apresentou provas que relacionem os barcos destruídos às atividades ilegais.

Os Estados Unidos mantêm estacionada nas águas do Caribe uma força composta por oito contratorpedeiros, um submarino, forças especiais e uma dezena de caças F-35 em Porto Rico.

A guerra ao tráfico de drogas é uma das bandeiras do governo de Donald Trump (Republicanos). O presidente dos Estados Unidos alega que pode realizar esses ataques, porque declarou os cartéis de narcotraficantes organizações “terroristas” em decretos presidenciais emitidos há meses.

Trump promete investidas por terra

Em uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que está pronto para atingir de forma “muito dura” os traficantes que transitam por terra, indicando uma nova fase dos ataques.

“Vamos golpeá-los muito duro quando vierem por terra, ainda não experimentamos isso”, declarou. “Provavelmente voltaremos ao Congresso e explicaremos exatamente o que faremos quando passarmos para [ações em] terra”, disse, em alusão a esses possíveis ataques.

Trump enviou ao Congresso uma carta falando sobre a suposta ameaça de cartéis do narcotráfico para justificar suas ações. Legisladores democratas e especialistas criticam essas investidas, apontando a violação do direito internacional. No dia 17, senadores dos EUA apresentaram resolução para impedir ação militar contra Venezuela, que também deve ser avaliada pelos parlamentares estadunidenses.

Na coletiva desta quarta, Trump disse aos jornalistas que o governo dará explicações ao Congresso antes de proceder com esses ataques em terra sem, no entanto, dar mais informações sobre como irá conduzir as operações.

No dia 15, Trump já havia dito que autorizou a CIA a fazer incursões dentro do território venezuelano.



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Fonte: Brasil de Fato

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