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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Comércio Brasil-China bate recorde e chega a US$ 171 bi

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A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu um novo recorde em 2025, ao somar US$ 171 bilhões, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) publicado em reportagem de O Globo. O valor representa um crescimento de 8,2% em relação a 2024 e mais que o dobro do comércio brasileiro com os Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial do país, que movimentou US$ 83 bilhões no período.

O avanço ocorre em um cenário de reconfiguração dos fluxos globais de comércio, marcado por tensões comerciais e medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos.

Do total negociado com a China, as exportações brasileiras alcançaram US$ 100 bilhões — o segundo maior valor da série histórica iniciada em 1997. O desempenho foi impulsionado principalmente pela soja, responsável por pouco mais de um terço das vendas ao país asiático, com crescimento de 10% em relação a 2024.

A China chegou a interromper, em parte do ano passado, as compras de soja dos Estados Unidos, em reação às tarifas impostas pelo então presidente Donald Trump, o que abriu espaço adicional para o produto brasileiro.

Efeito do tarifaço americano

As sobretaxas aplicadas pelo governo de Donald Trump ampliaram o déficit brasileiro na relação bilateral. As exportações do Brasil para os EUA caíram de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025, uma retração de 6,6%, ou US$ 2,65 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Apesar de algum redirecionamento de vendas — como no caso do café, que ganhou espaço na China após perder competitividade nos EUA —, o impacto  tem sido limitado, uma vez que o Brasil, graças ao esforço da área diplomática, diversificou o número de parceiros.

Por outro lado, enquanto o Brasil exporta majoritariamente produtos agrícolas e da indústria extrativa para a China, cerca de 80% das vendas aos Estados Unidos são compostas por bens da indústria de transformação.

Importações chinesas também crescem

O aumento da corrente comercial foi acompanhado pela expansão das importações brasileiras originárias da China, que somaram US$ 70,9 bilhões em 2025 — alta de 11,5% e recorde histórico.

O crescimento foi impulsionado pela compra de um navio-plataforma para exploração de petróleo, além de importações de carros elétricos e híbridos, fertilizantes e produtos químicos. Também houve avanço relevante nas compras de medicamentos e insumos farmacêuticos, fazendo a China subir para a quarta posição entre os principais fornecedores do Brasil nesse segmento.

De modo geral, a China concentrou 27,2% da corrente comercial total do Brasil com o mundo, que alcançou US$ 629 bilhões em 2025, com crescimento de 4,9%, segundo o estudo do CEBC.

Embora tenha mantido a liderança como principal destino das exportações brasileiras, outros mercados registraram crescimento proporcionalmente maior, como Argentina (31,4%) e Índia (30,2%). Ainda assim, o desempenho chinês superou o de parceiros tradicionais, como os Estados Unidos (-6,6%), Espanha (-11,8%) e Países Baixos (0,2%).

No total, as exportações brasileiras cresceram 3,5% no ano passado, somando US$ 348,7 bilhões.

 



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