Após quase três anos de espera por justiça, chegou ao fim o julgamento de um dos crimes que mais chocaram o Amazonas. A Justiça condenou os responsáveis pela morte de Débora da Silva Alves, de 18 anos, assassinada em julho de 2023 quando estava grávida de oito meses.
O principal acusado, Gil Romero Machado Batista, foi condenado a 63 anos e 7 meses de prisão por homicídio quadruplamente qualificado. Já José Nílson Azevedo da Silva recebeu pena de 17 anos e 8 meses de reclusão por homicídio qualificado.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram qualificadoras como motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio, fatores que contribuíram para o aumento das penas aplicadas aos condenados.
O caso ganhou repercussão nacional pela crueldade dos fatos e pela comoção causada entre familiares, amigos e a população amazonense.
Relembre o caso
Débora desapareceu no dia 29 de julho de 2023 após sair de casa para encontrar Gil Romero Machado Batista, apontado pelas investigações como pai do bebê que ela esperava. Segundo a Polícia Civil, ele teria marcado um encontro com a jovem sob o pretexto de entregar dinheiro para ajudar na compra do berço da criança.
Dias depois, em 3 de agosto, o corpo da jovem foi encontrado em uma área de mata no bairro Mauazinho, na zona Leste de Manaus. As investigações apontaram que Débora foi asfixiada até a morte.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e não queria assumir a gravidez. A motivação do crime teria sido justamente esconder a relação e evitar as consequências da gestação.
Ainda conforme as investigações, Gil Romero contou com a ajuda de José Nílson para ocultar o crime. O corpo da jovem foi colocado em um tonel e queimado em uma tentativa de dificultar a identificação e apagar vestígios.
O desaparecimento da jovem grávida mobilizou familiares, amigos e milhares de pessoas nas redes sociais, que acompanharam as buscas e cobraram respostas das autoridades. A confirmação da morte gerou forte comoção em Manaus e transformou o caso em um dos mais emblemáticos dos últimos anos no estado.
Com a condenação dos acusados, a Justiça encerra um processo que marcou profundamente a sociedade amazonense e trouxe uma resposta esperada há anos pela família de Débora.


