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sábado, 28 março, 2026
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Zanin anula condenação e libera candidatura de Garotinho

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Por Igor Mello

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um habeas corpus e cancelou a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho por supostos crimes investigados na Operação Chequinho, realizada pela Polícia Federal em 2016.

Com a decisão, proferida por Zanin nesta sexta-feira (27), Garotinho recupera os direitos políticos e está liberado para ser candidato na eleição deste ano. O ex-governador se lançou pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, mas articula nos bastidores para concorrer novamente ao Palácio Guanabara.

Nas redes sociais,  Garotinho repercutiu a decisão de Zanin. Na manhã deste sábado, postou um vídeo motivacional onde passa recados cifrados sobre sua situação eleitoral. “Haverá dias leves, dias difíceis. Mas todos têm valor. Não despreze o processo, é na jornada que o caráter se forma e a fé se fortalece”, disse o ex-governador.

Condenação anulada

A Operação Chequinho investigou um suposto esquema de uso eleitoral do programa social Cheque Cidadão, atribuindo a Garotinho a compra de votos com base no benefício na eleição de 2016. O ex-governador não foi candidato no pleito, mas, segundo a PF, o esquema teria beneficiado seus aliados políticos.

Garotinho foi condenado em 2021 a mais de 13 anos de prisão por conta dos fatos investigados na Operação Chequinho. O ex-governador sempre sustentou que era alvo de perseguição política por parte de um delegado da PF e um juiz federal que atuavam em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, seu reduto político.

Garotinho ensaia candidatura ao governo

Embora tenha anunciado que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados, Garotinho articula uma nova candidatura ao governo do estado na eleição deste ano.

Nos últimos meses, Garotinho vem intensificando as críticas ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL) e do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), de quem é inimigo declarado.

Ele vem publicando nas redes sociais denúncias de corrupção contra Castro e diversos parlamentares que integravam a base do bolsonarista na Alerj. Garotinho –radialista desde os anos 1980– alega que as denúncias são fruto de seu trabalho como jornalista investigativo.

Eleito governador em 1998, Garotinho governou o Rio até 2002, quando renunciou ao cargo para se candidatar a presidente pelo PSB. Ele acabou em terceiro lugar, atrás de Lula (PT), o vencedor da disputa, e de José Serra (PSDB). No mesmo pleito, conseguiu eleger sua esposa, Rosinha Matheus, governadora do Rio de Janeiro.

Garotinho tentou voltar ao Palácio Guanabara em duas ocasiões. Em 2014, foi candidato pelo PL e acabou em terceiro lugar, atrás de Luiz Fernando Pezão (MDB) e Marcelo Crivella (Republicanos) –o último hoje é seu colega de partido.

Garotinho disputou novamente o governo do Rio pelo pequeno PRP.Contudo, ele teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) por conta de uma condenação por improbidade administrativa –ele é apontado como um dos responsáveis por um desvio de R$ 234,4 milhões na saúde do Rio entre 2005 e 2006. O TSE confirmou a decisão e determinou que a campanha de Garotinho fosse interrompida imediatamente

A última disputa eleitoral de Garotinho ocorreu em 2024, quando tentou se eleger vereador no Rio de Janeiro. Envolto em disputas jurídicas sobre sua inelegibilidade, o ex-governador só teve sua situação liberada na reta final da campanha e acabou não conseguindo se eleger, tendo recebido apenas pouco mais de 8,7 mil votos.





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