Noah Gabriel da Cruz Santos, bebê que foi dado como morto após sofrer uma parada cardiorrespiratória e posteriormente voltou a apresentar sinais vitais, recebeu alta hospitalar e voltou para casa, em Rio Claro, no interior de São Paulo. A alta ocorreu na quarta-feira (12), segundo informações divulgadas pela família nas redes sociais.
Apesar da alta, o bebê ainda necessita de acompanhamento. Noah utiliza uma sonda e, por orientação médica, a família deve evitar visitas e locais com aglomeração neste primeiro momento. Os familiares afirmaram que esperam poder receber amigos e parentes assim que a recuperação estiver mais avançada.
Noah estava internado desde 17 de julho no Centrinho, unidade do Hospital das Clínicas de Bauru ligada à Universidade de São Paulo (USP). Antes da alta, ele apresentou evolução clínica e, em 31 de julho, foi retirado da ventilação mecânica, passando a respirar sem o auxílio de aparelhos.
O caso começou em 15 de julho, quando o bebê, que havia completado um mês de vida, sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto estava internado na Santa Casa de Rio Claro. De acordo com a instituição, foram realizadas manobras de reanimação durante aproximadamente 45 minutos, mas a equipe médica constatou o óbito no fim da tarde.
Após a constatação da morte, Noah permaneceu por cerca de uma hora na UTI Neonatal para os procedimentos legais e o acolhimento dos pais. Depois, foi encaminhado para outro setor, onde aguardaria a retirada do corpo pela funerária escolhida pela família.
Cerca de duas horas depois da declaração do óbito, um funcionário da funerária percebeu que o bebê apresentava sinais vitais e acionou imediatamente a equipe médica. Noah foi reavaliado, readmitido na UTI e voltou a receber atendimento intensivo. Dois dias depois, foi transferido para o hospital especializado em Bauru, onde permaneceu internado até receber alta.
Santa Casa afirma não ter identificado falhas
Em nota, a Santa Casa de Rio Claro afirmou que os procedimentos para constatação do óbito foram realizados de acordo com os protocolos médicos e que, com base nas evidências disponíveis naquele momento, não foi identificada falha assistencial.
O hospital também informou que Noah nasceu prematuro e possui fenda palatina, uma malformação caracterizada por uma abertura no céu da boca. Ele aguardava transferência para uma unidade especializada para realização de cirurgia.
Segundo a instituição, o episódio foi considerado extraordinário pelos profissionais e familiares envolvidos.



