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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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‘Tudo o que tem aparecido do caso Master é escandaloso’, diz Eduardo Moreira

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Durante participação no ICL Notícias 1ª edição desta segunda-feira (8), o economista e fundador do ICL (Instituto Conhecimento Liberta), Eduardo Moreira, comentou o escândalo envolvendo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antônio Dias Toffoli. No último dia 28 de novembro, Toffoli viajou a Lima, no Peru, em um jatinho do empresário Luiz Oswaldo Pastore, acompanhado do advogado Augusto de Arruda Botelho, defensor de Luiz Antônio Bull, diretor do Banco Master, preso na Operação Compliance Zero junto com Daniel Vorcaro e Augusto Lima.

Três dias após retornar de Lima, Toffoli concedeu uma decisão favorável a Botelho, que co-patrocinava a ação junto ao STF, resultando na libertação de Vorcaro, Lima e Bull.

“Em relação ao Master, tudo o que tem aparecido é escandaloso, como pegar carona em jatinho”, afirmou o economista, criticando a conduta de ministros do STF e a relação deles com eventos e empresas patrocinadoras.

O jatinho utilizado na viagem de Dias Toffoli pertence a Luiz Osvaldo Pastore, empresário e político do MDB com patrimônio declarado de R$ 450 milhões, que foi candidato a suplente ao Senado em 2022 na vaga de Flávia Arruda, mulher de Augusto Ferreira Lima, um dos presos na operação.

Críticas ao Judiciário e ao STF

Moreira apontou que o STF e o Judiciário brasileiro estariam se aproveitando do dinheiro alheio para conforto e benesses. Ele citou festas e eventos luxuosos, como viagens em iates e jatinhos, promovidos por grandes empresas e escritórios de advocacia que posteriormente seriam julgados pelo próprio tribunal.

Ele relembrou uma tentativa do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) de limitar a participação de juízes em eventos patrocinados por empresas que poderiam ser alvo de decisões judiciais. A medida, no entanto, não foi aprovada.

“O judiciário deste país é uma vergonha! Hoje em dia o STF virou uma casa de lobby. Os grandes escritórios de advocacia são escritórios lobbistas”, disse Moreira.

Ele ainda lembrou que os CDBs vendidos pelo Master foram adquiridos por fundos de pensão de estados e municípios, dinheiro de “aposentados, aposentadas e pensionistas”, que nada podem fazer para reaver os valores investidos sem que tivessem gerência sobre a aplicação.

O caso Daniel Vorcaro e o Banco Master

O economista destacou que o banqueiro Daniel Vorcaro poderia expor o funcionamento das “altas rodas de poder” no Brasil, abrangendo Executivo, Legislativo e Judiciário.

Ele questionou ainda o sigilo imposto pelo STF ao escândalo envolvendo o banco, que vendia CDBs com taxas de remuneração muito acima do mercado, argumentando que a defesa buscou a última instância para garantir segurança jurídica, enquanto a opinião pública e a imprensa foram impedidas de acompanhar o processo.

Operação abafa

Moreira compara o caso Master ao das Lojas Americanas, um escândalo contábil de R$ 50 bilhões, que poupou os bilionários Beto Sicupira (Carlos Alberto Sicupira), Jorge Paulo Lemann e Marcel, sócios controladores da empresa.

“No caso das Americanas, que não se fala mais, como se não tivesse acontecido, conseguiram fazer sumir o caso. Os donos das Americanas não foram chamados a dar nenhum depoimento (…). O caso do Master tem tanta gente graúda envolvida, que vai dar ‘operação abafa’ [como foi o da Americanas], ou seja, não vai dar em nada”, lamentou Moreira.

No caso do Banco Master, Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão que mandou soltar o banqueiro Daniel Vorcaro e mais quatro sócios. Em 28 de novembro, a desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, concedeu um habeas corpus aos acusados e entendeu que eles podem responder às acusações em liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.

Veja o comentário de Eduardo Moreira no vídeo abaixo:

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