Nesta sexta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em sua rede social, a Truth Social, um cessar-fogo de três dias – do dia 9 até 11 de maio – entre a Rússia e a Ucrânia. O acordo foi um pedido direto dele mesmo e inclui a suspensão temporária das operações militares e uma troca de mil prisioneiros de cada lado.
“Espero que este seja o começo do fim de uma guerra muito longa, mortal e árdua”, disse Trump, acrescentando que havia progressos constantes nas negociações para pôr fim ao conflito que já dura quatro anos. O republicano afirmou que o entendimento foi aceito tanto pelo presidente russo, Vladimir Putin, quanto pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
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O presidente da Ucrânia deixou claro que nenhuma ação militar será direcionada a Rússia no período pré-acordado entre as três potências. A pausa nos combates coincide com as celebrações do Dia da Vitória, no sábado, dia 9 de maio, data em que a Rússia relembra a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. A Ucrânia também participa das homenagens históricas, já que integrou a então União Soviética durante o conflito.
Ucrânia acusa Rússia de descumprir cessar-fogo anteriormente
O anúncio da nova trégua feito por Donald Trump ocorre poucos dias após o presidente russo, Vladimir Putin, declarar um cessar-fogo de 24 horas na Ucrânia entre os dias 8 e 9 de maio, segundo a agência estatal russa RIA.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que Putin “se importa apenas com desfiles militares, não com vidas humanas”. A crítica veio após Kiev acusar Moscou de violar uma trégua anunciada na segunda-feira (4) pelo presidente ucraniano. “Acreditamos que a vida humana é muito mais valiosa do que qualquer ‘celebração de aniversário’”, declarou Zelensky.
Em 2025, a Rússia também fez uma pausa temporária nos combates durante as comemorações do Dia da Vitória.
Rússia ameaça responder caso Moscou seja alvo de ataques
Integrantes do governo russo ameaçam forte reação — incluindo a possibilidade de um ataque de grande escala contra Kiev — caso ações militares ucranianas atrapalhem os eventos oficiais previstos para sábado (9). “Reforçamos nossa atenção para a possibilidade de medidas retaliatórias”, afirmou o assessor presidencial Yuri Ushakov a jornalistas na quinta-feira (7).
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia recomendou que embaixadas estrangeiras e organizações internacionais sediadas na Ucrânia deixem seus escritórios diante do risco de ataques. Já o Ministério da Defesa orientou moradores civis a deixarem a capital ucraniana.
Ao mesmo tempo, Zelensky declarou que a presença de líderes estrangeiros em Moscou para as celebrações foi uma surpresa. São esperados na capital russa o rei da Malásia, Sultan Ibrahim Iskandar; o presidente do Laos, Thongloun Sisoulith; o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev; o presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev; além do líder de Belarus, Alexander Lukashenko.
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, integrante da União Europeia, chegou a Moscou nesta sexta-feira (8) e depositou flores no memorial do Túmulo do Soldado Desconhecido, localizado próximo às muralhas do Kremlin. Ele deve se reunir com Putin, mas não participará do desfile na Praça Vermelha.



