O empresário Diogo Marcel Dill, suspeito de assassinar o borracheiro Sidney da Silva Pereira, se entregou à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus, na manhã deste domingo (28). O crime ocorreu na residência da vítima, que também funcionava como borracharia, localizada na Avenida Camapuã, Zona Norte da capital amazonense, na manhã do dia 25 de dezembro, feriado de Natal. O caso ganhou grande repercussão após familiares relatarem que o homicídio teria sido motivado por uma discussão envolvendo som alto.
A apresentação voluntária do suspeito aconteceu dois dias depois de o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decretar a prisão temporária dele pelo prazo de 30 dias. Desde então, Diogo Marcel Dill era considerado foragido da Justiça. A decisão judicial foi expedida na sexta-feira (26) pelo juiz Marcelo Cruz de Oliveira, da Central de Plantão Criminal do TJAM, atendendo a um pedido da Polícia Civil do Amazonas.
Segundo as primeiras informações divulgadas pela polícia e por familiares da vítima, o crime ocorreu após um desentendimento entre vizinhos. Sidney da Silva Pereira teria colocado uma música religiosa, um louvor, em volume elevado em uma caixa de som. O som teria incomodado Diogo, que residia nas proximidades e decidiu ir até o local para reclamar.
De acordo com os relatos, o empresário pediu para que o som fosse desligado. Sidney, no entanto, apenas diminuiu o volume da música, o que não teria agradado o vizinho. A partir desse momento, a discussão teria se intensificado, culminando no assassinato do borracheiro dentro da própria casa, na manhã do Natal.
Discussão banal terminou em morte
Familiares de Sidney afirmam que o borracheiro era conhecido na região e que a casa onde ele morava também funcionava como seu local de trabalho. No dia do crime, a família celebrava o Natal quando o desentendimento ocorreu. A discussão por causa do volume do som rapidamente tomou proporções mais graves, segundo os parentes da vítima.
Ainda conforme os familiares, não houve tempo para evitar a tragédia. Eles relatam que Sidney não se recusou a atender o pedido do vizinho, apenas reduziu o volume do louvor que estava sendo reproduzido. Mesmo assim, a situação teria evoluído para um confronto fatal.
A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a dinâmica exata do homicídio, como o tipo de arma utilizada ou se houve luta corporal, para não comprometer as investigações. O caso segue sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, que apura todas as circunstâncias do crime.
Prisão temporária e apresentação espontânea
Após o homicídio, Diogo Marcel Dill não foi localizado inicialmente pela polícia. Diante disso, a Justiça decretou a prisão temporária do empresário por 30 dias. A medida tem como objetivo auxiliar as investigações, garantindo que o suspeito fique à disposição das autoridades enquanto diligências são realizadas.
O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Marcelo Cruz de Oliveira. Além da prisão temporária, a Polícia Civil também solicitou à Justiça autorização para realizar buscas e apreensões em endereços ligados ao empresário, bem como a quebra do sigilo telefônico dele.
No entanto, esses pedidos adicionais foram negados pelo magistrado. Segundo a decisão judicial, não ficou comprovada, naquele momento, a real necessidade dessas medidas para o avanço das investigações. Com isso, apenas a prisão temporária foi autorizada.
Mesmo com a ordem judicial, Diogo não foi localizado imediatamente, passando a ser considerado foragido. A situação mudou na manhã deste domingo (28), quando ele se apresentou espontaneamente na sede da DEHS, em Manaus.
A apresentação voluntária não impede o cumprimento da ordem de prisão. Após se entregar, o empresário ficou à disposição da Justiça e deverá ser ouvido pelos investigadores. A expectativa é que o depoimento contribua para esclarecer detalhes importantes sobre o crime.



