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quarta-feira, 2 setembro, 2026
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SSP-AM investiga conduta de policiais feitos reféns em motim

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) instaurou uma investigação sobre policiais envolvidos no motim ocorrido na Unidade Prisional da Polícia Militar, na BR-174, em Manaus. Quatro agentes que trabalhavam na guarda da unidade foram feitos reféns durante a ocorrência.

O motim começou na tarde de terça-feira (1º) e terminou por volta de 1h30 desta quarta-feira (2), após a entrada do 1º Batalhão de Choque na unidade. Segundo as autoridades, ninguém ficou ferido.

Além disso, os quatro policiais mantidos como reféns foram libertados durante a intervenção. Entre eles estavam um major e três soldados, conforme informações divulgadas pela Rede Amazônica.

Investigação sobre policiais vai apurar o motim

A SSP-AM informou que serão instaurados procedimentos para esclarecer as circunstâncias do motim e possíveis crimes cometidos pelos policiais militares que estavam custodiados na unidade.

As informações deverão ser encaminhadas ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) e à Justiça Militar. Portanto, a investigação sobre policiais ainda não significa uma conclusão sobre responsabilidades individuais.

A apuração deverá considerar as circunstâncias que levaram ao motim, a atuação dos internos e os danos provocados na unidade.

Durante o tumulto, câmeras de segurança foram quebradas e algumas celas foram danificadas. A operação para retomar o controle contou com aproximadamente 120 policiais de unidades especializadas da PMAM.

Mudanças na unidade teriam provocado revolta

Segundo informações apuradas pela Rede Amazônica, a revolta estaria relacionada a mudanças na administração da unidade prisional.

Entre as alterações citadas está a mudança do dia de visitas, que passou de domingo para sexta-feira. Também houve relatos sobre retirada de benefícios, embora esses itens não tenham sido detalhados oficialmente.

Familiares de internos também relataram insatisfação com as condições da unidade. Essas declarações, entretanto, ainda precisam ser verificadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

A negociação durante o motim contou com acompanhamento da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB-AM).

Unidade recebeu policiais após fuga

O episódio ocorreu cerca de quatro meses depois da transferência de 71 policiais militares presos para a atual unidade, localizada na BR-174.

A mudança aconteceu após a fuga de 23 detentos do antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar, na Zona Norte de Manaus. A transferência foi realizada em maio deste ano, após a fuga registrada em fevereiro.

A atual estrutura funciona no prédio onde anteriormente operava a Penitenciária Feminina de Manaus, próximo ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

O caso envolvendo o novo motim agora será analisado pelas autoridades de segurança, pelo Ministério Público e pela Justiça Militar. A investigação sobre policiais deverá esclarecer as circunstâncias da ocorrência e eventuais responsabilidades.

foto: g1/Amazonas

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