Por Mariana Brasil
(Folhapress) – O senador Romário anunciou sua saída do PL neste sábado (15) e declarou apoio a Eduardo Paes (PSD) ao Governo do Rio de Janeiro.
O ex-jogador de futebol deixou o partido de Jair e Flávio Bolsonaro às vésperas do começo da campanha eleitoral. “Neste primeiro momento, o parlamentar permanecerá sem partido e afirma que não há conversas em andamento para uma nova filiação”, diz nota da assessoria do parlamentar.
Embora Paes tenha o apoio de Lula (PT), Romário não disse se declará voto em algum presidenciável.
O senador afirma que a escolha parte de sua avaliação sobre o momento do Rio de Janeiro e sobre os desafios que o próximo governador terá pela frente. “Tenho minhas posições, o Eduardo tem as dele e não precisamos concordar em tudo. O que pesa para mim é o Rio. Acredito que ele reúne hoje as melhores condições para governar o estado, construir soluções e enfrentar problemas que se arrastam há muitos anos e que até hoje nenhum governador conseguiu resolver. Minha escolha está feita e vou apoiá-lo publicamente.”
Segundo pesquisas da Quaest, Paes lidera nas disputas ao governo do estado. Romário não será candidato neste ano porque seu mandato vai até 2031.
Segundo o ex-jogador, a decisão foi amadurecida ao longo dos últimos meses e representa o encerramento de um ciclo político.
“Tenho respeito pelo PL e pelas pessoas com quem caminhei nos últimos anos. Foi uma decisão pensada, tomada com tranquilidade e sem qualquer questão pessoal. Entendi que este é o momento de encerrar esse ciclo e seguir um novo caminho político. Saio sem briga, sem ressentimento e com respeito por todos”, afirma.
O senador disse ainda que sua prioridade continuará sendo o mandato e a representação do Rio de Janeiro no Senado Federal.
“Partido é uma escolha política. Meu compromisso com o Rio de Janeiro e com as pessoas que me elegeram está acima de qualquer escolha partidária. É isso que vai continuar orientando minhas decisões e o meu trabalho no Senado”, afirma.
Romário se afastou do Senado, durante o período da Copa do Mundo, para ser comentarista das partidas na CazéTV. O parlamentar, que não havia se licenciado do cargo e continuava recebendo o salário como senador, anunciou que abriria mão dos pagamentos, após ser alvo de críticas.
Em paralelo, a 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, determinou o bloqueio dos valores que ele receberia do canal pelos serviços prestados.
A decisão foi tomada para quitar uma dívida de R$ 32,4 milhões que o ex-jogador é acusado de ter contraído após uma ação movida pela Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra ele e sua empresa. O processo corre em segredo de Justiça.



