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segunda-feira, 6 abril, 2026
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Rio Juruá começa a baixar em Cruzeiro do Sul, mas cheia ainda deixa mais de 28 mil afetados

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O nível do Rio Juruá começou a apresentar vazante na manhã desta segunda-feira (6), em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, ao marcar 13,84 metros na medição realizada às 6h. Apesar da redução de 23 centímetros em relação ao dia anterior, o rio permanece acima da cota de transbordo, fixada em 13 metros, mantendo o cenário de emergência no município. Ao todo, 62 famílias seguem fora de casa, sendo que 59 estão acolhidas em abrigos públicos organizados pela prefeitura.

De acordo com a Defesa Civil Municipal, a cheia já afeta diretamente ou indiretamente 28.350 pessoas, o equivalente a 7.087 famílias. Os impactos se espalham por 12 bairros da zona urbana, além de atingir 15 comunidades rurais e três vilas da região. Diante da gravidade da situação, o governo do estado decretou situação de emergência no último domingo (5), buscando agilizar medidas de assistência e liberação de recursos.

Embora o recuo do nível do rio seja um sinal positivo, as autoridades alertam que a situação ainda está longe de ser considerada normal. O Rio Juruá ultrapassou a cota de transbordo na última segunda-feira (30) e permanece acima desse limite há cerca de uma semana. Na sexta-feira (3), o nível havia atingido 14,10 metros, quando cerca de 19,6 mil pessoas já estavam sendo afetadas. Este já é o quarto episódio de transbordamento do rio somente neste ano, o que acende um alerta para a frequência das cheias na região.

A retirada de moradores das áreas alagadas começou na última terça-feira (31), com atuação da Defesa Civil e outros órgãos. Nos abrigos, as famílias recebem café da manhã, almoço, jantar e atendimento social. Apesar da estrutura oferecida, o cenário ainda é de incerteza, com prejuízos materiais significativos e dificuldades enfrentadas por quem teve a casa invadida pela água.

Outro impacto direto foi a suspensão do fornecimento de energia elétrica para 186 famílias, medida adotada por segurança. Além disso, comunidades rurais enfrentam dificuldades de acesso e isolamento, com deslocamento restrito, em muitos casos, ao uso de embarcações.

Com o decreto de emergência, o poder público busca acelerar ações de assistência, como distribuição de alimentos, água potável e itens essenciais. A Defesa Civil segue monitorando o nível do rio e orienta a população a acompanhar os avisos oficiais, já que, apesar da vazante, o risco ainda não foi totalmente descartado.

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