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A edição número 17 da Revista Liberta está liberada hoje para assinantes, mas também os não-assinantes poderão ter acesso a parte do conteúdo da publicação. O tema principal é o ataque do governo de Donald Trump à Venezuela e as ameaças à América Latina.
Além de articulistas fixos, tratam do tema a jurista Luciana Bauer e a socióloga Gisele Agnelli (em artigo escrito em parceria) e o historiadores James Green e Leonardo Trevisan.
A seguir um trecho do artigo “Besta americana”, escrito por Luciana e Gisele:
“Quando a maior historiadora viva dos Estados Unidos, Jill Lepore, publicou The American Beast (A Besta Americana, 2023), uma coletânea de ensaios originalmente veiculados na revista The New Yorker, o livro não surgiu como uma intervenção circunstancial, mas como a sedimentação de décadas de pesquisa sobre violência política, mitologia, idealismo democrático e elites iliberais nos Estados Unidos.
Logo na abertura, Lepore convoca uma frase de Malcolm X que atravessa o século XX e chega intacta ao XXI: “This is the year of the ballot or the bullet” (“Este é o ano do voto ou da bala”). Não se trata de retórica inflamada, mas de um diagnóstico histórico: quando a promessa democrática se esgota, a violência deixa de ser exceção e se torna método.
O núcleo da tese de Lepore é desconfortável porque desmonta um dos mitos fundadores da ordem liberal internacional: os Estados Unidos não são o “berço da democracia do mundo”.
Desde a sua origem, o país foi estruturado por elites liberais, que naturalizaram a escravidão, a expropriação territorial, o expansionismo militar e a violência racial como instrumentos legítimos de poder. A democracia estadunidense não nasce como antídoto à barbárie, mas como um arranjo seletivo de inclusão e exclusão, cuidadosamente protegido por instituições que sempre toleraram – quando não incentivaram – a violência estrutural.
Esse passado retorna com força no projeto MAGA e em sua cristalização política durante o primeiro mandato de Donald Trump. Lepore demonstra que Trump não é uma anomalia, mas a atualização de uma longa tradição: a da política americana como administração da força, interna e externamente, em nome de uma ordem supostamente civilizatória, mas funcional aos interesses de sua elite (…)”.

Outro tema de destaque é a “operação abafa” montada para tentar fazer a investigação do caso Master terminar em pizza. Ricardo Mello e Juliano Medeiros escrevem sobre o assunto.
A edição tem ainda a participação de Jamil Chade, Leandro Demori, Juca Kfouri, Marcia Tiburi, Luís Costa Pinto, Leonardo Boff, Manoela Miklos, João Cezar de Castro Rocha, Sensacionalista e charge de Galvão Bertazzi.
A capa é de autoria de Aroeira.
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