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O brasileiro Lucas Pinheiro conquista primeira medalha da América do Sul nos Jogos Olímpicos de Inverno

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O Brasil fez história ao conquistar, pela primeira vez, um lugar no pódio dos Jogos Olímpicos de Inverno — a primeira medalha de um país da América do Sul na competição.

Aos 25 anos, o atleta garantiu o feito ao registrar o tempo total de 2m25s, após marcar 1m11s08 na segunda descida.

O pódio foi completado pelos suíços Marco Odermatt, com 2m25s58, e Loïc Meillard, que encerrou a prova em 2m26s17.

Uma medalha que muda a história

Até então, o Brasil jamais havia conquistado uma medalha em Jogos Olímpicos de Inverno. A presença brasileira nas edições anteriores sempre foi marcada pela superação e pela busca por experiência em modalidades pouco tradicionais no país. Com o ouro de Lucas, esse cenário muda radicalmente.

A conquista em Bormio representa mais do que um resultado individual. Ela simboliza a consolidação de um atleta que construiu sua carreira no exterior, mas que carrega consigo uma identidade brasileira profunda. É também um divisor de águas para o esporte de inverno no continente sul-americano.

Quem é Lucas Pinheiro Braathen

Nome completo: Lucas Pinheiro Braathen
Data de nascimento: 19 de abril de 2000
Local de nascimento: Oslo, Noruega
Em atividade desde: 2018

Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas tem raízes brasileiras e sempre transitou entre duas culturas. Essa dualidade marcou sua infância e moldou sua personalidade dentro e fora das pistas.

Do futebol nas ruas de São Paulo às montanhas da Noruega

O primeiro contato de Lucas com o esporte aconteceu no Brasil, mais especificamente nas ruas da cidade de São Paulo. Após o divórcio dos pais, ele viveu por um período no país e, nesse tempo, teve a chance de jogar futebol com primos e amigos em escolinhas da capital paulista. A paixão foi imediata.

Durante a infância, seu grande sonho era se tornar jogador de futebol. Passava horas assistindo a vídeos de Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho no YouTube, imaginando-se nos grandes estádios do mundo.

Aos nove anos de idade, no entanto, decidiu dar uma oportunidade ao pai, que desejava apresentá-lo ao esqui alpino — modalidade muito mais popular na Noruega do que o futebol. Apesar das dificuldades iniciais, essa experiência acabou sendo determinante para o rumo de sua vida.

Até então, Lucas enfrentava desafios de adaptação e identidade, sendo visto como “gringo” tanto no Brasil quanto na Noruega. Nas montanhas, porém, essa sensação desaparecia. Ele era apenas mais uma criança viajando para esquiar. Foi ali que tomou a decisão de deixar o sonho do futebol para trás e se dedicar integralmente ao esqui alpino.

Ascensão meteórica nas competições internacionais

A evolução de Lucas foi rápida e consistente. Aos 14 anos, passou a integrar a equipe norueguesa de desenvolvimento da modalidade. Dois anos depois, aos 16, tornou-se atleta federado pela Noruega junto à Federação Internacional de Esqui e Snowboard.

Na temporada 2018/2019, quando tinha apenas 18 anos, chamou a atenção do cenário internacional ao conquistar duas medalhas no Mundial Júnior de Esqui Alpino: prata no Super G e bronze no Combinado. Os resultados indicavam que um novo talento surgia no tradicional esqui norueguês.

Ainda na mesma temporada, fez sua estreia em etapas da Copa do Mundo, passando a ser apontado como uma das grandes promessas da modalidade.

Primeira vitória na Copa do Mundo e viralização no Brasil

O primeiro grande pódio veio logo na abertura da temporada 2020/2021. Lucas conquistou a medalha de ouro no slalom gigante em Sölden, na Áustria. A vitória foi emblemática não apenas pelo resultado, mas pelo impacto nas redes sociais, onde passou a viralizar também entre o público brasileiro.

O jovem esquiador, com carisma e estilo marcante, rapidamente conquistou fãs fora do circuito tradicional da modalidade.

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