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sexta-feira, 3 abril, 2026
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Número de comissionados aumentou mais de três vezes governo do SC

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O bolsonarista Jorginho Mello começou seu último ano de mandato em Santa Catarina fazendo aquilo que os liberais mais condenam: inflando a máquina pública com gastos com servidores comissionados. Em fevereiro de 2026 são 873 funcionários contratados sem concurso público, os comissionados puros. Isso equivale a mais de três vezes do que foi registrado em janeiro de 2023, quando assumiu e começou a montar sua equipe. Em fevereiro de 2025, eram 809 servidores sem concurso público pagos pelo governo.

O custo da folha só aumenta. Foram R$ 12.186.203,18 só em fevereiro deste ano, R$ 1,7 milhões a mais do que em fevereiro de 2025. Em ano eleitoral, os comissionados têm um papel importante na máquina pública, já que se tornam peças de campanha e muitas vezes acumulam tarefas para além das previstas na atividade pública.

Entre os funcionários sem vínculo efetivo está a filha da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro. Leticia Marianna Firmo da Silva foi nomeada em abril de 2023 como assistente de gabinete na Secretaria Executiva De Articulação Nacional com salário de R$ 13.496,86. Se ficar até o final do mandato, Letícia vai acumular mais de meio milhão de reais dos cofres de Santa Catarina sem concurso público.

No início da gestão, Jorginho Mello também indicou o sócio de um de seus filhos para administrar um hospital e, depois, o plano de saúde dos servidores. Levy Hermes Rau recebia R$ 25 mil como comissionado com vínculo efetivo, mas em fevereiro de 2026 exerce apenas o cargo público de odontólgo.

Os números do governo Jorginho Mello são recorde se forem considerados os últimos sete anos e cresceram ao longo do tempo. Os comissionados sem vínculo efetivo foram aumentando de 258, em 2023, para 761 em 2024 até chegarem aos 873 em fevereiro de 2026. O número de comissionados com vínculo também aumentou: eram 452 em 2023 e passaram a 922 em fevereiro de 2026.

No dia 8 de janeiro, por exemplo, o governador anunciou com pompa a criação de novos cargos comissionados ligados à gestão do programa Universidade Gratuita. A Diretoria de Ensino Superior foi anunciada como parte da estrutura da Secretaria de Estado da Educação. “Criamos essa diretoria porque não se investe mais de R$ 1 bilhão por ano sem cuidado, sem fiscalização e sem responsabilidade”, disse o governador ao empossar mais comissionados.

Na prática, os novos comissionados engrossam ainda mais o investimento no projeto de financiar instituições particulares com verba pública e, embora em termos numéricos represente apenas três cargos a mais, a longo prazo é um custo extra à máquina pública.

Neste caso, a diretoria foi criada com mais duas gerências. Indianara Reynaud foi anunciada como diretora e como “parte do quadro”, mas seu vínculo é de comissionada. Em novembro de 2025 ela recebia R$ R$ 8.125,36 como assessora de gabinete. Em fevereiro, R$ 14.243,79 pelo cargo de diretora de ensino superior.

Supersalários também foram registrados entre os servidores comissionados em 2025. Pelo menos 39 remunerações ao longo do ano ultrapassaram o teto constitucional de R$ 46.633, dentre eles um consultor executivo da Procuradoria Geral do Estado que em janeiro de 2026 recebeu R$ 64.671.





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