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sexta-feira, 8 maio, 2026
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Nikolas critica fim da escala 6×1, mas participou de apenas 9% das votações no plenário

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Por Cleber Lourenço

 

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se consolidou nos últimos meses como um dos principais nomes da oposição ao fim da escala 6×1 no Congresso e nas redes sociais. Em vídeos, entrevistas e publicações, o parlamentar passou a atacar diretamente propostas de redução da jornada de trabalho, classificando a medida como “populista”, “irreal” e capaz de provocar desemprego e crise econômica.

Enquanto intensificava a campanha pública contra a proposta, um levantamento da plataforma ‘De Olho em Você’ utilizando dados oficiais da Câmara dos Deputados mostrou que Nikolas participou de apenas 72 votações nominais no plenário em 2026. No mesmo período, o deputado acumulou 696 ausências em votações registradas no sistema da Casa.

Os números representam apenas 9% de participação nas sessões plenárias com votação nominal, modalidade em que o voto individual do parlamentar é registrado eletronicamente.

O tema da jornada de trabalho se tornou uma das principais frentes de atuação política do deputado neste ano. Em uma das declarações mais repercutidas sobre o assunto, Nikolas afirmou:

“Muito cuidado com essas medidas populistas.”

Em outro momento, ao criticar a proposta defendida por setores da esquerda e movimentos trabalhistas, declarou:

“A discussão é só se vai aumentar o desemprego e a informalidade.”

O deputado também ironizou a proposta ao afirmar:

“Daqui a pouco você está fazendo escala 0x0, trabalhando 0 dias e ganhando 0 reais.”

Nikolas ainda afirmou que a redução da jornada poderia provocar aumento da inflação e afetar pequenos empresários.

“Ou eles demitem funcionários ou aumentam o preço das coisas.”

Em outro vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar criticou diretamente a PEC sobre o tema e afirmou que o texto teria sido “terrivelmente elaborado”.

A ofensiva do deputado contra o fim da escala 6×1 ganhou ainda mais repercussão após Nikolas defender mecanismos de compensação pública para empresas afetadas pela eventual redução da jornada.

A proposta apresentada por ele previa medidas como desoneração da folha e auxílio estatal para empresas que precisassem se adaptar às novas regras trabalhistas.

A medida passou a ser apelidada nas redes sociais de “Bolsa Empresário” ou “Bolsa Patrão”, especialmente por adversários políticos e movimentos ligados à campanha pelo fim da escala 6×1.

Nas redes, críticos passaram a apontar contradição entre o discurso liberal do deputado e a defesa de ajuda pública para compensar empresários.

Ao defender a proposta, Nikolas afirmou:

“Ao simplesmente empurrar a conta para as empresas, o resultado pode ser desemprego, informalidade e crise.”

Além da baixa participação em plenário, dados públicos mostram que o gabinete do deputado possui R$ 18,3 milhões em emendas empenhadas.

O contraste entre a forte atuação digital contra a redução da jornada e o índice de presença parlamentar passou a ser explorado por adversários políticos nas redes sociais.

A pauta do fim da escala 6×1 se tornou uma das discussões de maior apelo popular no Congresso, principalmente entre trabalhadores de setores como comércio, supermercados, farmácias, telemarketing e serviços.

Nos últimos meses, a proposta ganhou força nas redes sociais e passou a pressionar parlamentares de diferentes campos políticos.





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