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terça-feira, 24 fevereiro, 2026
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Moraes pede que julgamento de Bolsonaro e aliados seja marcado

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Por Cleber Lourenço

O ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal 2668 no Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou a fase de instrução e solicitou ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que marque data para o julgamento presencial dos oito réus no processo — entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes do alto escalão de seu governo.

O despacho, assinado em 14 de agosto, registra em detalhes o trâmite processual desde abril e confirma o cumprimento de todas as diligências deferidas, além da entrega das alegações finais pela Procuradoria-Geral da República e pelas defesas.

Moraes descreve passo a passo desde a citação e notificação dos réus, apresentação das defesas prévias, arrolamento de testemunhas até as decisões que rejeitaram ou deferiram pedidos de produção de provas.

Moraes pede que julgamento de Bolsonaro e aliados seja marcado

No total, foram ouvidas 52 testemunhas entre 19 de maio e 2 de junho de 2025 — cinco pela acusação e 47 pelas defesas — e dispensadas outras 28. As oitivas ocorreram de forma presencial e por videoconferência, com as defesas responsáveis por apresentar suas testemunhas sem depender de intimação.

O relator negou, por exemplo, a oitiva do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, por ele ser corréu em outro processo, e recusou pedidos de acesso a autos adicionais feitos por Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, frisando que as defesas já tiveram amplo acesso a todo o material juntado.

Moraes e a trama golpista

Os interrogatórios presenciais ocorreram nos dias 9 e 10 de junho, na sala da Primeira Turma, e incluíram acareações: Mauro Cid diante de Braga Netto e Anderson Torres frente ao ex-comandante Marco Antônio Freire Gomes. Depois dessa etapa, foram apresentados os memoriais finais: a PGR em 14 de julho; Mauro Cid em 29 de julho; e os demais réus em 13 de agosto.

Com a instrução encerrada e nenhum pedido pendente, Moraes transferiu a responsabilidade para Zanin incluir o processo na pauta.

Bolsonaro, após anos orbitando a justiça como alvo de inquéritos e denúncias, finalmente terá que enfrentar um julgamento de mérito — desta vez sem o escudo do cargo ou o conforto da retórica política.



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