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Por Cleber Lourenço
O ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal 2668 no Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou a fase de instrução e solicitou ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que marque data para o julgamento presencial dos oito réus no processo — entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes do alto escalão de seu governo.
O despacho, assinado em 14 de agosto, registra em detalhes o trâmite processual desde abril e confirma o cumprimento de todas as diligências deferidas, além da entrega das alegações finais pela Procuradoria-Geral da República e pelas defesas.
Moraes descreve passo a passo desde a citação e notificação dos réus, apresentação das defesas prévias, arrolamento de testemunhas até as decisões que rejeitaram ou deferiram pedidos de produção de provas.

No total, foram ouvidas 52 testemunhas entre 19 de maio e 2 de junho de 2025 — cinco pela acusação e 47 pelas defesas — e dispensadas outras 28. As oitivas ocorreram de forma presencial e por videoconferência, com as defesas responsáveis por apresentar suas testemunhas sem depender de intimação.
O relator negou, por exemplo, a oitiva do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques, por ele ser corréu em outro processo, e recusou pedidos de acesso a autos adicionais feitos por Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, frisando que as defesas já tiveram amplo acesso a todo o material juntado.
Moraes e a trama golpista
Os interrogatórios presenciais ocorreram nos dias 9 e 10 de junho, na sala da Primeira Turma, e incluíram acareações: Mauro Cid diante de Braga Netto e Anderson Torres frente ao ex-comandante Marco Antônio Freire Gomes. Depois dessa etapa, foram apresentados os memoriais finais: a PGR em 14 de julho; Mauro Cid em 29 de julho; e os demais réus em 13 de agosto.
Com a instrução encerrada e nenhum pedido pendente, Moraes transferiu a responsabilidade para Zanin incluir o processo na pauta.
Bolsonaro, após anos orbitando a justiça como alvo de inquéritos e denúncias, finalmente terá que enfrentar um julgamento de mérito — desta vez sem o escudo do cargo ou o conforto da retórica política.



