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terça-feira, 19 maio, 2026
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Mercados operam em cautela com queda das techs nos EUA

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Os mercados globais iniciam a terça-feira (19) em tom defensivo, com os índices futuros dos Estados Unidos pressionados pela queda das ações de tecnologia e pela cautela em torno das tensões no Oriente Médio. Investidores também monitoram possíveis avanços diplomáticos após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que suspendeu um plano de ataque ao Irã após pedidos de líderes da região.

No Brasil, a agenda concentra atenções em eventos políticos e econômicos. Às 8h, a divulgação da pesquisa AtlasIntel pode influenciar os ativos domésticos, enquanto, às 10h, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de audiência pública no Senado.

Já no período da tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança, em São Paulo, um programa voltado a motoristas de aplicativos, medida acompanhada por agentes do mercado por seus potenciais impactos na economia digital e no mercado de trabalho.

No exterior, investidores acompanham os dados de moradias pendentes e os estoques semanais de petróleo nos EUA, além dos resultados corporativos da Home Depot. Na Europa, a balança comercial da zona do euro também permanece no radar.

Brasil

Ibovespa iniciou a semana em baixa, refletindo o aumento da cautela nos mercados globais diante das incertezas envolvendo o conflito no Oriente Médio e dos sinais de desaceleração da economia brasileira. O principal índice da Bolsa brasileira caiu 0,17% na segunda-feira (18), encerrando o pregão aos 176.975 pontos.

Nos últimos oito pregões, a bolsa acumulou apenas duas sessões de alta, evidenciando um ambiente de maior aversão ao risco entre os investidores. Enquanto isso, o dólar comercial recuou 1,37%, fechando abaixo de R$ 5, movimento acompanhado pela queda dos juros futuros em toda a curva.

Europa

As bolsas europeias operam em alta, enquanto os investidores avaliam o cenário geopolítico e repercutem os dados econômicos do Reino Unido, onde a taxa de desemprego subiu para 5% nos três meses até março, ante 4,9% em fevereiro.

Além disso, também acompanham o encerramento, nesta terça-feira, da reunião dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do G7 (fórum que reúne os sete países mais ricos do mundo). O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, participa do encontro.

STOXX 600: +0,86%
DAX (Alemanha): +1,25%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,67%
CAC 40 (França): +0,80%
FTSE MIB (Itália): +0,30%

Estados Unidos

Além de alguns dados macroeconômicos, os agentes acompanham a divulgação dos balanços de Home Depot, Eagle Materials e Amer Sports.

Dow Jones Futuro: -0,10%
S&P 500 Futuro: -0,18%
Nasdaq Futuro: -0,30%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com o petróleo em queda após Trump adiar o ataque planejado ao Irã. Os investidores também repercutiram os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão no primeiro trimestre, que mostraram um crescimento de 2,1% na base anual, acima das projeções de analistas.

Shanghai SE (China), +0,92%
Nikkei (Japão): -0,44%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,48%
Nifty 50 (Índia): +0,24%
ASX 200 (Austrália): +1,17%

Petróleo

Os preços do petróleo recuam após Donald Trump cancelar o ataque ao Irã planejado para terça-feira, após um apelo de seus aliados no Golfo Pérsico. Trump disse em uma publicação nas redes sociais que os líderes da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos pediram “para adiar nosso ataque militar planejado contra a República Islâmica do Irã […], pois negociações sérias estão em andamento”.

Petróleo WTI, -0,15%, a US$ 108,50 o barril
Petróleo Brent, -1,38%, a US$ 110,55 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem os dados de moradias pendentes de abril, enquanto na zona do euro serão divulgados dados da balança comercial de março.

Por aqui, no Brasil, o Ministério da Educação (MEC) publicou na segunda-feira (18) uma portaria com novas medidas voltadas a aumentar a participação dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As ações incluem cerca de 10 mil novos locais de aplicação de prova e a inscrição automática de alunos que concluírem o ensino médio em escolas públicas. A inscrição automática será feita a partir dos dados informados pelas redes de ensino. O estudante deverá apenas confirmar a participação, escolhendo, por exemplo, a língua estrangeira da prova e se necessita de recursos de acessibilidade.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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