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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Mercados mundiais operam mistos; inflação dos EUA é destaque

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Os mercados mundiais operam de forma mista nesta terça-feira (15), com os investidores atentos à divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos e ao início da temporada de balanços corporativos.

O CPI de junho será divulgado às 9h30 (horário de Brasília) e deve indicar alta de 0,3% no mês, com inflação acumulada de 2,7%, segundo projeções da Reuters. O dado pode trazer novos sinais sobre os efeitos da guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump.

Enquanto isso, Wall Street concentra atenções nos resultados de grandes bancos, como JPMorgan Chase, Wells Fargo e Citigroup, que divulgam seus números nesta manhã. Nesta quarta-feira (16), será a vez de Bank of America, Goldman Sachs e Morgan Stanley.

Após o CPI, a agenda americana segue com discursos de membros do Federal Reserve, o banco central norte-americano.

No Brasil, o destaque fica por conta da audiência de conciliação entre Executivo e Legislativo sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), no STF (Supremo Tribunal Federal). Já a Comissão de Relações Exteriores discute a resposta à nova tarifa de 50% anunciada por Donald Trump sobre produtos brasileiros.

Brasil

Ibovespa encerrou a sessão da segunda-feira (14) com queda de 0,65%, aos 135.298,99 pontos, marcando a sexta perda consecutiva, em meio à nova guerra tarifária de Donald Trump. Também contribuíram para a baixa o recuo das ações de grandes bancos, da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4).

Na noite de ontem, o presidente Lula (PT) assinou o decreto que regulamenta a Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional em abril, como resposta às sobretaxas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. A tarifa poderá atingir importantes setores do agronegócio, como café e laranja.

No câmbio, o dólar à vista avançou 0,66%, cotado a R$ 5,5842, refletindo a aversão ao risco e o cenário externo mais turbulento.

Europa

As bolsas europeias operam em alta, apesar da nova ameaça tarifária de Donald Trump. Na agenda de divulgação de balanços do segundo trimestre hoje, estão os dados de Experian, Ericsson e Barratt Redrow. Também serão divulgados os dados mensais de vendas no varejo do Reino Unido.

STOXX 600: +0,27%
DAX (Alemanha): +0,28%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,01%
CAC 40 (França): +0,22%
FTSE MIB (Itália): +0,05%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam sem direção única, com as tensões comerciais e as projeções de inflação e lucros no radar dos agentes.

Dow Jones Futuro: -0,15%
S&P 500 Futuro: +0,30%
Nasdaq Futuro: +0,57%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta após o crescimento econômico da China no segundo trimestre superar as expectativas dos analistas. O PIB (Produto Interno Bruto) chinês avançou 5,2% entre abril e junho, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, acima da projeção de 5,1% dos economistas ouvidos pela Reuters. Apesar da surpresa positiva, o ritmo foi mais fraco que o crescimento de 5,4% registrado no primeiro trimestre.

Shanghai SE (China), -0,42%
Nikkei (Japão): +0,55%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,60%
Kospi (Coreia do Sul): +0,41%
ASX 200 (Austrália): +0,70%

Petróleo

Os preços do petróleo operam no vermelho, com investidores assimilando o prazo de 50 dias dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para a Rússia encerrar a guerra na Ucrânia e evitar sanções.

Petróleo WTI, -0,75%, a US$ 66,48 o barril
Petróleo Brent, -0,59%, a US$ 68,80 o barril

Agenda

Nos EUA, a agenda econômica traz a inflação de junho (CPI) e discursos de membros do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

Por aqui, no Brasil, as empresas de apostas esportivas (bets) vão apresentar nesta semana ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um relatório alertando para perdas de até R$ 2,8 bilhões na arrecadação caso o governo aumente a taxa de apostas de 12% para 18%. A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) estima que a elevação da alíquota pode levar operadoras a desistirem da regulamentação, gerando perdas de R$ 2,4 bilhões com outorgas e mais R$ 400 milhões em títulos públicos. O setor alerta para insegurança jurídica e teme retração, já que entre 60% e 70% das apostas ainda são feitas em plataformas não licenciadas.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



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