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sexta-feira, 27 fevereiro, 2026
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Mercados globais recuam com tombo da Nvidia e expectativa por dados de inflação

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Os mercados globais operam em tom negativo nesta sexta-feira (27), pressionados pela forte queda das ações da Nvidia e pela cautela antes da divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos.

A fabricante de chips recuou 5,5%, interrompendo uma sequência de ganhos, apesar de resultados trimestrais acima das expectativas e projeções otimistas. O movimento refletiu o aumento do ceticismo sobre a sustentabilidade dos elevados investimentos em inteligência artificial (IA).

Nos EUA, investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro, indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve, o banco central estadunidense. A projeção é de alta de 0,3% no mês e de 2,6% em 12 meses, segundo estimativas de analistas.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA-15 (prévia da inflação) de fevereiro, com expectativa de avanço de 0,56%. O Banco Central do Brasil também publica as estatísticas fiscais de janeiro.

Na agenda internacional, Alemanha e Chile apresentam dados de desemprego. No noticiário corporativo, ações da Netflix avançaram após a empresa desistir da disputa por ativos da Warner Bros. Discovery, movimento que praticamente consolida a negociação envolvendo a Paramount Skydance.

No cenário doméstico, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de evento público, enquanto o Supremo Tribunal Federal adiou para 25 de março a retomada do julgamento sobre o pagamento de benefícios que extrapolam o teto do funcionalismo.

Brasil

Depois de renovar máximas históricas por quatro sessões consecutivas, o Ibovespa perdeu fôlego e encerrou a quinta-feira (26) com queda de 0,13%, aos 191.005 pontos, repetindo o recuo da véspera. O movimento reflete realização de lucros e ajuste técnico, ainda sem sinal de reversão mais consistente.

No câmbio, o dólar avançou 0,27%, a R$ 5,13, após cinco sessões de baixa, enquanto os juros futuros (DIs) recuaram ao longo da curva. O cenário externo contribuiu para a cautela.

Europa

As bolsas europeias operam sem direção única, enquanto os investidores analisavam diversos balanços corporativos e dados econômicos. Nesta sexta-feira, são aguardados balanços da BASF, Swiss Re, Holcim, IAG e Amadeus. Além disso, Alemanha, França e Espanha divulgam dados de inflação. Alemanha e França também divulgam dados do desemprego.

STOXX 600: +0,14%
DAX (Alemanha): -0,02%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,36%
CAC 40 (França): -0,04%
FTSE MIB (Itália): +0,10%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA recuam no último pregão de fevereiro, um mês de forte volatilidade com as preocupações em torno do desempenho de empresas da área de inteligência artificial (IA). O indicador Nasdaq Composite deve registrar perda mensal acumulada de 2,5%, configurando seu pior resultado desde março.

Dow Jones Futuro: -0,41%
S&P 500 Futuro: -0,20%
Nasdaq Futuro: -0,11%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, no fluxo de ações de empresas norte-americanas, que recuaram durante a noite no embalo da queda da Nvidia, gigante do setor de IA.

Shanghai SE (China), +0,14%
Nikkei (Japão): -1,05%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,07%
Nifty 50 (Índia): -0,21%
ASX 200 (Austrália): +0,40%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta, após os Estados Unidos e o Irã concordarem em realizar novas negociações nucleares na próxima semana.

Petróleo WTI, +1,07%, a US$ 65,91 o barril
Petróleo Brent, +0,68%, a US$ 71,23 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem os dados da inflação ao produtor (PPI) de janero, com expectativa de alta de 0,3% no mês e de +2,6% no ano; e dos gastos com construção de dezembro (+0,3%). Além disso, o presidente Donald Trump discursa no Texas.

Na Alemanha, será divulgada a inflação preliminar de fevereiro e dados do emprego.

Por aqui, no Brasil, o Itaú Unibanco anunciou na quinta-feira que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 3,85 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas, segundo fato relevante divulgado. A quantia equivale a R$ 0,34888 por ação e o banco afirmou que os valores serão pagos até o final de agosto com base na posição acionária de 19 de março.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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