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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Mercados globais recuam após investida de Trump no Fed

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Os mercados globais operam em queda nesta terça-feira (26), refletindo tensões institucionais nos Estados Unidos após o presidente Donald Trump declarar ter demitido a diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, via rede social. Cook respondeu afirmando que Trump não tem autoridade para afastá-la e que não renunciará, sinalizando uma possível disputa judicial.

O episódio intensifica a percepção de ingerência política sobre o banco central estadunidense e eleva a cautela dos investidores, que também aguardam indicadores econômicos como as encomendas de bens duráveis e a confiança do consumidor nos EUA.

No Brasil, o destaque da agenda fica para o IPCA-15 de agosto, que deve registrar deflação de 0,23%, segundo projeções. Também estão previstos dados das transações correntes e o balanço do Tesouro Direto.

No campo político, Lula conduz reunião ministerial cobrando entregas do governo a pouco mais de um ano das eleições.

Brasil

Ibovespa avançou 0,04% na segunda-feira (25), aos 138.025 pontos, renovando o maior fechamento desde 8 de julho. Apesar do ganho modesto, o desempenho contraria o viés negativo em Wall Street e na Europa.

O dólar caiu 0,19%, a R$ 5,41, enquanto os juros futuros recuaram em toda a curva, refletindo expectativas de corte de juros nos Estados Unidos em setembro.

No cenário doméstico, o Boletim Focus mostrou queda nas projeções de inflação pela 13ª semana seguida, enquanto a confiança do consumidor recuou em agosto.

A prévia do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que será divulgada nesta terça (26), pode indicar deflação.

Europa

As bolsas europeias recuam hoje, pressionados principalmente pelo desempenho das empresas francesas, em meio à incerteza política no país. O índice CAC 40, da bolsa de Paris, recuou mais de 2% nas primeiras negociações após os três principais partidos de oposição anunciarem que não apoiarão o voto de confiança convocado pelo primeiro-ministro François Bayrou para 8 de setembro, quando serão discutidos seus planos orçamentários.

STOXX 600: -0,72%
DAX (Alemanha): -0,41%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,60%
CAC 40 (França): -2,07%
FTSE MIB (Itália): -1,07%

Estados Unidos

Os índices futuros operam em queda, nesta terça-feira, em repercussão à nova investida de Trump contra o Fed. Em outra frente, o presidente dos Estados Unidos se reuniu na véspera com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, mas o encontro não resultou em alterações no acordo comercial vigente entre os dois países, que prevê tarifa de 15% sobre importações.

Dow Jones Futuro: -0,22%
S&P 500 Futuro: -0,17%
Nasdaq Futuro: -0,18%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em queda, em meio às preocupações de que Donald Trump possa aplicar “tarifas de 200% ou algo assim” contra a China, conforme ele mesmo disse ontem, caso o país não suspenda restrições à exportação de ímãs de terras raras para os EUA. O republicano também ameaçou impor tarifas a países que mantiverem impostos digitais ou regulações semelhantes sobre empresas americanas.

Shanghai SE (China), -0,39%
Nikkei (Japão): -0,97%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,18%
Nifty 50 (Índia): -0,64%
ASX 200 (Austrália): -0,41%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em baixa após subirem quase 2% na sessão anterior, enquanto traders acompanhavam de perto os acontecimentos no conflito Rússia-Ucrânia para o possível impacto no fornecimento de combustível da região.

Petróleo WTI, -0,94%, a US$ 64,19 o barril
Petróleo Brent, -0,81%, a US$ 68,24 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados dos bens duráveis de julho e a confiança do consumidor de agosto.

Por aqui, no Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin lidera missão ao México para reforçar laços em meio ao tarifaço dos Estados Unidos, que atinge Brasil e mexicanos. Estudo da ApexBrasil aponta o México como destino alternativo para itens sobretaxados, com destaque para móveis, máquinas agrícolas, mármore e equipamentos médico-odontológicos. Alckmin se reunirá com a presidente Claudia Sheinbaum e participará do Fórum Empresarial Brasil–México com cerca de 250 empresários.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



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