Médicos denunciam atraso salarial no HPS Delphina Aziz e UPA Campos Salles

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Imagem criada com IA - Ecos do Norte

Médicos que atuam no Complexo Hospitalar Zona Norte (CHZN), formado pelo Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz e pela UPA Campos Salles, denunciaram atraso de quase três meses nos salários e afirmam que seguem sem receber mesmo após promessa pública feita pelo governador Roberto Cidade de regularizar os pagamentos.

Segundo os profissionais, o problema não atinge apenas as duas unidades. Relatos apontam que médicos de SPAs e outras UPAs de Manaus também enfrentam atrasos salariais.

“Faz quase três meses que nós, médicos do Hospital Delphina Aziz e da UPA Campos Sales, não recebemos pagamentos. Além de nós, há muitos outros médicos que atuam nos SPAs e UPAs da cidade de Manaus com pagamentos atrasados. O atual governador prometeu quitar os pagamentos atrasados até quarta-feira passada, 13/05/2026. Estamos esperando até agora. O ano eleitoral é o pior ano para nós, médicos”, afirmou o médico Israel Tuyuka.

A cobrança ocorre porque, no último dia 7 de maio, Roberto Cidade declarou que os pagamentos atrasados seriam regularizados até o dia 13. A fala aconteceu durante agenda oficial no Hospital Adriano Jorge, em Manaus.

Sem resposta concreta até o momento, médicos passaram a utilizar as redes sociais do governador para cobrar posicionamento público e exigir a regularização dos repasses.

Em uma das manifestações, um profissional destacou que os atendimentos seguem funcionando mesmo diante da falta de pagamento.

Os profissionais também reforçam que o Hospital Delphina Aziz é considerado uma das principais unidades da rede estadual e possui a certificação “ONA Nível 3 – Excelência”, a mais alta acreditação hospitalar do país.

Apesar disso, os relatos apontam sensação de desvalorização e abandono por parte do poder público.

Em janeiro deste ano, o Governo do Amazonas comemorou a manutenção do selo de excelência do Hospital Delphina Aziz, administrado pela Organização Social de Saúde (OSS) Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH). Na época, o Estado destacou avanços em governança, protocolos assistenciais, gestão de riscos e segurança do paciente.

Agora, diante da crise salarial denunciada pelos profissionais, médicos afirmam que a realidade dentro das unidades contrasta com o reconhecimento institucional divulgado pelo governo.

Até o momento, o Governo do Amazonas não divulgou novo posicionamento sobre os atrasos salariais relatados pelos profissionais da saúde.

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