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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Leyen diz que soberania da Groenlândia é ‘inegociável’

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira (20), no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), que a soberania da Groenlândia é “inegociável”. A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e União Europeia, após o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciar que poderá aplicar uma tarifa de 10% a oito países europeus a partir de 1º de fevereiro de 2026, caso estes se oponham ao plano dos EUA de adquirir a ilha, que pertence à Dinamarca.

Segundo von der Leyen, a estabilidade no extremo norte depende de cooperação entre aliados históricos, não de ações unilaterais. “A soberania e a integridade territorial da Groenlândia e do Reino da Dinamarca são inegociáveis”, afirmou, reforçando a solidariedade europeia com o território autônomo dinamarquês.

Sem citar diretamente os EUA, von der Leyen criticou a possibilidade de imposição de tarifas entre aliados. “As tarifas propostas são um erro, especialmente entre parceiros de longa data. Em política, assim como nos negócios, um acordo é um acordo. E quando amigos apertam as mãos, isso precisa significar algo”, disse.

Ela ressaltou que um acordo comercial foi firmado entre a UE e os EUA em julho de 2025, e alertou que disputas comerciais escaladas apenas beneficiariam adversários estratégicos comuns. “Entrar em uma espiral descendente ajudaria aqueles que ambos estamos determinados a manter fora do cenário estratégico”, completou.

Reforço da segurança no Ártico

No último domingo (18), líderes da UE se reuniram em Bruxelas para discutir uma resposta conjunta às tensões geopolíticas e militares no Ártico. O encontro, convocado em caráter emergencial, contou com representantes dos 27 países do bloco.

Trump justificou o interesse na Groenlândia pela localização estratégica e pelas reservas minerais da ilha, sem descartar o uso da força, o que elevou alertas entre aliados europeus. Em resposta, países europeus anunciaram reforço de segurança na região, incluindo o envio de pequenos contingentes militares, a pedido do governo dinamarquês.

Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda afirmaram compromisso com a defesa da Groenlândia e o fortalecimento da segurança do Ártico no âmbito da Otan. A Groenlândia agradeceu publicamente o apoio europeu.

Acordo UE-Mercosul

Durante seu discurso, von der Leyen destacou também o acordo comercial entre UE e Mercosul, assinado no último sábado (17) no Paraguai. O tratado, resultado de 25 anos de negociações, cria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo 31 países, mais de 700 milhões de consumidores e cerca de 20% do PIB global.

“Com este acordo, a União Europeia e a América Latina estão escolhendo o comércio justo em vez de tarifas, a parceria em vez do isolamento e a sustentabilidade em vez da exploração”, afirmou.

Segundo a presidente, o tratado fortalece a diversificação das cadeias produtivas, reduz dependências externas e está alinhado ao Acordo de Paris.

Von der Leyen reforçou que o Mercosul ocupa papel central na estratégia europeia de aproximação aos polos de crescimento do século XXI, destacando a importância de negócios globais aliados à sustentabilidade: “A Europa sempre escolherá o mundo, e o mundo está pronto para escolher a Europa”.



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