Por Brasil de Fato
O diálogo entre Irã e Estados Unidos em torno de um acordo de paz “registrou avanços”, mas o fim das negociações “continua distante”. As afirmações foram feitas por um dos principais negociadores iranianos nesta guerra, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, em pronunciamento transmitido em rede nacional no Irã na noite desse sábado (18). As informações são da AFP e da Al Jazeera.
“Registramos avanços nas negociações, mas permanecem numerosas divergências e alguns pontos fundamentais ainda estão pendentes”, acrescentou. Entre esses pontos está o bloqueio por parte dos Estados Unidos de portos iranianos e, por conta disso, o Irã voltou a bloquear o estreito de Ormuz.
Neste domingo (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em uma rede social que negociadores irão ao Paquistão nesta segunda-feira (20) para tratar do novo bloqueio e tentar avançar em um acordo.
Um frágil cessar-fogo foi estabelecido entre os dois países no último dia 8 de abril, e o Paquistão tem sido um dos principais mediadores entre os dois países em prol de um acordo de paz. Ao mesmo tempo em que fechou o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo produzido no mundo, porta-vozes do Irã declararam que estão avaliando novas propostas do governo dos Estados Unidos.

Vítimas da guerra
A guerra dos Estados Unidos e Israel iniciou em 28 de fevereiro contra o Irã, quando, em um ataque ao país persa, o seu líder supremo Ali Khamenei foi morto, assim como outros membros do alto escalão do governo. No entanto, ao contrário do que imaginava Donald Trump, o regime já tem estabelecido uma longa linha sucessória, o que permitiu ao país resistir aos ataques e contra-atacar, atingindo bases militares dos Estados Unidos que estão no Oriente Médio.
A organização Human Rights Watch, de 12 de abril, contabiliza 3.636 mortos em território iraniano até o momento. Desses, 1.701 eram civis — incluindo ao menos 254 crianças — e 1.221 militares. Não há informações sobre as condições das demais 714 vítimas.



