O tráfego no Estreito de Ormuz voltou a ficar paralisado depois que duas embarcações foram atacadas no sábado (18). Segundo a Marine Traffic, a maioria das embarcações na área se deslocou para o interior do Golfo Pérsico ou para locais relativamente seguros em direção ao Golfo de Omã.
No sábado, lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque que transitava pelo canal, e uma segunda embarcação teria sido atingida por um “projétil desconhecido”, segundo a Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou, também no sábado, que bloqueará o estreito e que “aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e qualquer embarcação infratora será alvejada”.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao mar aberto e é uma passagem vital para o comércio global de energia. Antes da guerra, cerca de 20% das remessas mundiais de petróleo passavam por ali.
Trump diz que conversas avançam
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que teve “conversas muito boas” com Teerã. Do lado iraniano, o principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que houve progresso, mas que ainda existe uma “grande distância” entre as partes. Segundo ele, restam divergências em um ou dois temas decisivos.
Na sexta-feira (17), houve um breve alívio: parte do tráfego marítimo em Ormuz foi retomada após uma abertura temporária anunciada por Teerã. Menos de 24 horas depois, o Irã voltou a endurecer as regras e reinstalou restrições, ampliando novamente a insegurança no corredor marítimo. Segundo autoridades iranianas, a medida foi uma resposta ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos a portos do país.

Nos Estados Unidos, o impasse no Oriente Médio alimenta a alta dos combustíveis e pressiona a inflação, num momento em que Trump enfrenta desgaste político e tenta preservar apoio antes das eleições legislativas de novembro.
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste sábado (18) que embarcações e seus proprietários devem seguir as notícias divulgadas pela própria Marinha, e que as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz “não têm validade”, segundo a Reuters.



