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sexta-feira, 10 abril, 2026
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Inflação acelera em março com combustíveis e alimentos

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A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,88% em março, avanço de 0,18 ponto percentual em relação a fevereiro (0,70%). O resultado foi fortemente influenciado pelos grupos de Transportes e Alimentação e bebidas, que responderam, juntos, por 76% do índice no mês. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O principal destaque veio dos combustíveis. A gasolina subiu 4,59% e teve impacto de 0,23 ponto percentual no IPCA. Também houve aumentos expressivos no diesel (13,90%) e nas passagens aéreas (6,08%), ainda que com menor peso no cálculo final.

No grupo Alimentação e bebidas, itens básicos exerceram pressão relevante. O leite longa vida registrou alta de 11,74%, enquanto o tomate subiu 20,31%. Esses produtos, somados aos combustíveis e às passagens aéreas, responderam por quase metade da inflação do mês.

Pressões externas e custos logísticos

Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, o comportamento dos preços já reflete incertezas no cenário internacional, especialmente no caso dos combustíveis.

Além disso, o avanço da inflação de alimentos está associado a fatores internos, como redução da oferta de alguns produtos e aumento dos custos de transporte. A alimentação no domicílio subiu 1,94% em março, a maior variação desde abril de 2022, indicando uma pressão mais disseminada sobre itens essenciais.

Alta disseminada entre os grupos de consumo

Todos os nove grupos pesquisados pelo IPCA registraram aumento de preços em março. Transportes liderou com alta de 1,64%, seguido por Alimentação e bebidas (1,56%). Nos demais grupos, as variações foram mais moderadas, indo de 0,02% em Educação a 0,65% em Despesas pessoais.

No acumulado do ano, o IPCA soma alta de 1,92%. Em 12 meses, o índice chega a 4,14%, acima dos 3,81% registrados no período imediatamente anterior, indicando uma tendência de aceleração recente.

Diferenças regionais evidenciam impacto desigual

Entre as regiões pesquisadas, Salvador apresentou a maior inflação em março (1,47%), impulsionada principalmente pela alta da gasolina e das carnes. Já Rio Branco teve a menor variação (0,37%), beneficiada pela queda nos preços da energia elétrica e de alimentos como frutas.

Nas principais regiões metropolitanas, os resultados ficaram abaixo ou próximos da média nacional. São Paulo e Rio de Janeiro registraram alta de 0,78%, enquanto Belo Horizonte apresentou variação ligeiramente superior, de 0,93%.

INPC acelera com peso maior dos alimentos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, subiu 0,91% em março, acima dos 0,56% de fevereiro. No acumulado de 12 meses, o índice alcança 3,77%.

A principal diferença em relação ao IPCA está no maior peso dos alimentos no cálculo do INPC. O grupo alimentício saltou de 0,26% em fevereiro para 1,65% em março, reforçando o impacto mais intenso da alta de preços sobre as famílias de menor renda.

Assim como no IPCA, Salvador registrou a maior variação no INPC (1,52%), enquanto Rio Branco teve a menor (0,33%), refletindo dinâmicas regionais semelhantes.

 





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