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sexta-feira, 17 abril, 2026
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Indiciado por coação no caso do cão Orelha morre em Florianópolis

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Um dos indiciados por supostamente coagir uma testemunha no processo que investiga a morte do Cão Orelha, em Santa Catarina, Tony Marcos de Souza, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), em Florianópolis. A informação foi confimada pela família.

O empresário, de 52 anos, morreu em Florianópolis após sofrer um infarto durante a madrugada desta segunda. Ainda não há informações do velório e sepultamento.

A coação no caso da morte do Cão Orelha teria sido cometida por três adultos ligados aos adolescentes investigados contra o porteiro do prédio onde eles residem. No dia 29 de janeiro, a 32ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, especializada na Defesa do Meio Ambiente, declinou da atribuição para atuar no caso e solicitou a redistribuição do procedimento a uma Promotoria Criminal comum.

O promotor Fabiano Henrique Garcia, em entedimento preliminar, afirmou que as provas demonstraram que os conflitos envolvendo os adultos ocorreram dias após os maus-tratos aos animais e tiveram origem em desentendimentos pessoais e na repercussão de imagens e áudios compartilhados em redes sociais.

Cão Orelha
Cão Orelha

Cão Orelha

O cão Orelha foi encontrado em estado agonizante na praia no dia 5 de janeiro, chegou a ser socorrido e levado a atendimento veterinário, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Segundo o veterinário Derli Royer, responsável pelo atendimento emergencial, o animal apresentava lesões severas na cabeça e no olho esquerdo, além de um quadro acentuado de desidratação.

O laudo pericial, concluído em fevereiro após a exumação, não identificou fraturas ou danos ósseos que indiquem ação humana. A análise realizada pela Polícia Científica também não conseguiu determinar a causa da morte do animal, registrada no início de janeiro.

De acordo com o documento, todos os ossos foram examinados detalhadamente, sem que fossem constatadas fraturas ou lesões compatíveis com agressão. O laudo destaca ainda que nem mesmo na região do crânio, especialmente no lado esquerdo, onde havia suspeita de trauma por instrumento contundente, foram encontrados indícios que confirmassem essa hipótese.





ICL Notícias

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