ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x
Os índices futuros de Nova York operam majoritariamente em baixa, mas próximos à estabilidade nesta quinta-feira (14), em compasso de espera por novos indicadores econômicos após S&P 500 e Nasdaq renovarem recordes pelo segundo dia consecutivo na véspera.
A agenda nos EUA traz nesta manhã o índice de preços ao produtor (PPI) de julho, que pode indicar pressão inflacionária na cadeia produtiva. Na sexta, os números de vendas no varejo devem revelar a resiliência do consumo em meio à perda de força do mercado de trabalho.
Parte do mercado já projeta um corte de 25 pontos-base nos juros em setembro pelo Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) com apostas crescentes em um corte mais agressivo após os dados benignos de inflação desta semana.
Nos EUA, além do PPI, serão conhecidos os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o relatório de exportações agrícolas. À tarde, o discurso de Thomas Barkin, do Fed, poderá trazer novos sinais sobre o rumo da política monetária.
No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga às 9h os dados do setor de serviços de junho, enquanto o Ministério da Fazenda publica o Prisma Fiscal, com projeções para as contas públicas.
O foco corporativo se volta para os balanços do 2º trimestre de empresas como Banco do Brasil (BBAS3), que acumula queda de 17% no ano após resultados fracos no 1T25. Também divulgam números Azul, Qualicorp, BRF, Cemig, Cyrela, Marfrig, IRB e outras companhias de diversos setores.
Brasil
O Ibovespa encerrou o pregão da quarta-feira (13) com baixa de 0,89%, aos 136.687 pontos, devolvendo parte dos ganhos da véspera em meio à realização de lucros e vencimentos de opções e contratos futuros. O dólar comercial subiu 0,27%, a R$ 5,40, após ter tocado o menor nível em 14 meses. Os juros futuros (DIs) fecharam mistos.
O principal foco do dia, no entanto, foi o lançamento da Medida Provisória do “Plano Brasil Soberano”, com crédito de até R$ 30 bilhões para empresas impactadas pelo tarifaço dos EUA. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 10 bilhões podem ser desconsiderados da meta fiscal, uma medida necessária diante dos imprevistos gerados pela guerra comercial deflagrada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O presidente Lula usou o anúncio como plataforma política, prometendo insistir nas negociações com o governo Trump e elogiando sua equipe de negociadores.
Europa
As bolsas europeias operam majoritariamente em alta, enquanto os investidores assimilam os recentes balanços corporativos, bem como dados de crescimento regional, antes da divulgação de dados importantes sobre a inflação dos EUA.
STOXX 600: +0,29%
DAX (Alemanha): +0,43%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,11%
CAC 40 (França): +0,39%
FTSE MIB (Itália): +0,87%
Estados Unidos
Os índices futuros operam em baixa, em sua maioria, com os agentes aguardando os dados da inflação ao produtor e balanços das empresas de equipamentos agrícolas Deere e a controladora da Coach, Tapestry.
Dow Jones Futuro: +0,02%
S&P 500 Futuro: -0,03%
Nasdaq Futuro: -0,04%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, na contramão de Wall Street e em um possível movimento de realização de lucros, depois de acumularem ganhos em meio à renovação da trégua comercial entre EUA e China e crescentes expectativas de cortes nos juros americanos.
Shanghai SE (China), -0,46%
Nikkei (Japão): -1,45%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,37%
Nifty 50 (Índia): +0,12%
ASX 200 (Austrália): +0,53%
Petróleo
Os preços do petróleo sobem nesta quinta, recuperando terreno após uma liquidação na sessão anterior, com a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu colega russo, Vladimir Putin, elevando os prêmios de risco no mercado.
Petróleo WTI, +0,27%, a US$ 62,81 o barril
Petróleo Brent, +0,21%, a US$ 65,77 o barril
Agenda
Nos Estados Unidos, serão divulgados os dados do auxílio-desemprego semanal; preços ao produtor de julho; exportação de grãos (USDA) semanal e discurso de Thomas Barkin, membro do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).
Por aqui, no Brasil, o governo Lula vai pedir ao Congresso autorização para excluir da meta fiscal de 2025 R$ 9,5 bilhões do pacote de socorro às empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA. O valor corresponde a aportes em fundos garantidores e devolução de impostos via Reintegra. Inicialmente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia afirmado que essas medidas seriam computadas na meta, mas a inclusão do Reintegra levou à revisão. O governo dialogou com Congresso e TCU, e o projeto de lei complementar será discutido para formalizar a exclusão. A prioridade será definir setores beneficiados, exigindo que empresas mantenham empregos e sigam critérios de flexibilidade fiscal.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



