[ad_1]
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x
Os índices futuros dos EUA operam sem direção única nesta quinta-feira (4), com os investidores à espera do relatório de emprego privado da ADP, previsto para as 9h15. A projeção é de criação de 65 mil vagas em agosto, abaixo das 104 mil do mês anterior — mais um sinal de que o mercado de trabalho dos EUA pode estar perdendo força.
O dado se soma à pesquisa Jolts, divulgada na véspera, que apontou queda de 176 mil vagas em aberto em julho, para 7,18 milhões. A expectativa é que o payroll, a ser divulgado nesta sexta-feira (5), mostre criação de apenas 75 mil empregos, com aumento da taxa de desemprego de 4,2% para 4,3%.
Diante desses números, crescem as apostas de que o Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) poderá cortar os juros já na reunião de setembro. O presidente da autoridade monetária norte-americana, Jerome Powell, admitiu riscos ao mercado de trabalho, mas reiterou preocupação com a inflação.
A agenda do dia inclui, além do ADP, balança comercial de julho, pedidos de auxílio-desemprego, PMI de serviços, ISM e estoques de petróleo. No campo político, o Senado dos EUA avalia a indicação de Stephen Miran ao conselho do Fed.
No Brasil, começa hoje o prazo para solicitação da nova linha de crédito de R$ 10 bilhões do BNDES, voltada a empresas afetadas por tarifas dos EUA. Na política, avança a articulação da oposição por uma Lei de Anistia, enquanto o julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe segue no STF na próxima semana.
À tarde (15h, horário de Brasília), será divulgada a balança comercial de agosto.
Brasil
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (3) com queda de 0,34%, aos 139.864 pontos, refletindo uma combinação de fatores externos e domésticos que trouxeram cautela aos investidores. No câmbio, o dólar também recuou, com baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,45.
Entre os principais vetores de queda do índice, destaque para o desempenho das ações da Petrobras, penalizadas pela desvalorização do petróleo no mercado internacional. A expectativa de que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) — grupo que reúne grandes produtores da commodity — anuncie, em sua próxima reunião no domingo, um aumento na oferta de barris para 2025 pressionou as cotações do petróleo para baixo.
Com isso, os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) recuaram 1,06%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíram 0,86%. No setor, Brava Energia (BRAV3) liderou as perdas, com queda de 2,97%.
Europa
A maioria das bolsas europeias opera com leve alta, refletindo a cautela dos investidores sobre as tarifas comerciais dos EUA. Um tribunal de apelações considerou a maioria dessas tarifas ilegais. Em resposta, o presidente Donald Trump pediu à Suprema Corte que revise a decisão. Ele solicita uma análise rápida, com início já em novembro. O mercado segue atento aos desdobramentos judiciais.
STOXX 600: +0,23%
DAX (Alemanha): +0,37%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,04%
CAC 40 (França): -0,41%
FTSE MIB (Itália): +0,16%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA operam mistos, com os investidores atentos a novos dados de emprego e aos custos de financiamento de longo prazo dos títulos norte-americanos. Na quarta-feira, o rendimento dos Treasuries de 30 anos superou a marca de 5% pela primeira vez desde julho. O movimento veio após a decisão de um tribunal que considerou ilegais a maioria das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, levantando dúvidas sobre o futuro das receitas tarifárias.
Dow Jones Futuro: -0,04%
S&P 500 Futuro: +0,17%
Nasdaq Futuro: +0,25%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam com alta em sua maioria, acompanhando a recuperação das ações de tecnologia em Wall Street na sessão anterior. O movimento impulsionou os índices S&P 500 e Nasdaq Composite, apesar das crescentes preocupações com a economia global continuarem a pesar sobre o sentimento dos investidores.
Shanghai SE (China), -1,25%
Nikkei (Japão): +1,53%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,12%
Nifty 50 (Índia): +0,27%
ASX 200 (Austrália): +1,00%
Petróleo
Os preços do petróleo recuam nesta quinta-feira, ampliando as perdas de mais de 2% registradas na véspera, em meio à expectativa pela reunião da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), marcada para o fim de semana.
Petróleo WTI, -0,89%, a US$ 63,40 o barril
Petróleo Brent, -0,83%, a US$ 67,04 o barril
Agenda
Nos EUA, saem os dados de emprego privado (ADP) de agosto, a balança comercial de julho e o PMI e o ISM de serviços, também de agosto.
Por aqui, no Brasil, o Departamento do Tesouro dos EUA enviou carta a cinco grandes bancos que operam no Brasil (Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BTG Pactual) questionando o cumprimento da Lei Magnitsky após a sanção ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O Ofac, braço do Tesouro responsável por controlar ativos estrangeiros, pediu detalhes sobre medidas adotadas para aplicar as restrições. Caso identifique falhas, o governo americano pode impor multas ou até punir executivos das instituições.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



