[ad_1]
Desde o último domingo (28), a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, enfrenta um dos incêndios florestais mais preocupantes do ano. Com focos iniciados no município de Cavalcante, o fogo já consumiu mais de 3.300 hectares de vegetação nativa, atingiu diversas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e ameaça diretamente o território quilombola Kalunga, um dos mais importantes do país.
Cerca de 60 brigadistas atuam na linha de frente do combate ao fogo, entre eles, profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama) e integrantes da Brigada Voluntária Ambiental de Cavalcante (Brivac) e São Jorge e Rede Contra Fogo. O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) e a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (SEMAD/GO) também integram a força-tarefa.
O incêndio está dividido em duas frentes principais: na leste, o fogo avança com menor intensidade, paralelo aos limites do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que ainda não foi atingido, mas permanece sob vigilância intensa; e a oeste, onde a situação é mais grave. As chamas se espalham pela Serra do Gracia, uma região de difícil acesso, colocando em risco propriedades rurais e dificultando a ação dos brigadistas.
Apesar do cenário preocupante, o Parque Nacional permanece aberto à visitação, já que o fogo ainda não alcançou seus limites internos. No entanto, especialistas alertam para a possibilidade de interdição caso o fogo avance nos próximos dias.
Áreas protegidas
O levantamento mais recente mostra que pelo menos cinco RPPNs já foram atingidas diretamente, como a Varanda da Serra, Água Santa, Recanto do Arco-Íris, Avá-Canoeiro e o Parque Municipal Lava-Pés.
Outras oito reservas estão na zona de risco imediato, entre elas: Vale das Araras, Bacupari, São Bartolomeu, Maria Batista e Ponte de Pedra.
O território Kalunga, reconhecido como uma das maiores comunidades quilombolas do Brasil, também sofre os impactos do incêndio. Brigadas do Prevfogo/Ibama já atuam em focos dentro da área, buscando proteger não apenas o meio ambiente, mas também o patrimônio histórico, cultural e social da comunidade local.
Embora a causa oficial do incêndio ainda não tenha sido identificada, especialistas lembram que nesta época do ano é comum o surgimento de focos provocados por ação humana, muitas vezes em práticas como queima de lixo ou limpeza de áreas rurais com uso de fogo.
A perícia será realizada apenas após o controle total do incêndio. Enquanto isso, autoridades ambientais pedem o apoio da população para evitar o uso de fogo em qualquer situação, devido à seca prolongada e à alta propagação das chamas.
Denúncias de queimadas ilegais podem ser feitas ao Ibama (0800 61 8080) ou ao Corpo de Bombeiros (193).
[ad_2]
Fonte: Brasil de Fato



