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segunda-feira, 16 março, 2026
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IBC-Br: Termômetro do PIB registra maior expansão mensal em um ano

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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,8% em janeiro, na comparação com dezembro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central. O resultado considera o ajuste sazonal, método que permite comparar diferentes períodos do ano.

Esse foi o primeiro avanço mensal do indicador desde novembro do ano passado e também o maior crescimento desde janeiro de 2025, quando a expansão havia sido de 1,2%.

O desempenho da economia em janeiro variou entre os principais setores:

  • Agropecuária: queda de 1,5%
  • Indústria: alta de 0,2%
  • Serviços: crescimento de 0,9%

Na comparação com janeiro do ano passado, o IBC-Br apresentou expansão de 1%. Já no acumulado de 12 meses até janeiro, o indicador mostra crescimento de 2,3%. Nesses casos, os números são calculados sem ajuste sazonal.

O IBC-Br é um termômetro do Produto Interno Bruto (PIB), que mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. No entanto, o indicador do Banco Central utiliza metodologia diferente da adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial do PIB.

Enquanto o IBC-Br considera estimativas de setores como agropecuária, indústria, serviços e impostos, o cálculo do IBGE também incorpora a análise da demanda da economia, como consumo e investimentos.

Juros elevados reduzem expectativa de crescimento do IBC-Br

Apesar do crescimento no início do ano, a expectativa é de ritmo mais moderado da atividade econômica, em grande parte devido ao nível elevado da taxa de juros.

Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o patamar mais alto em quase duas décadas. O Banco Central tem sinalizado que os juros devem permanecer elevados por um período prolongado como estratégia para conter a inflação.

Segundo estimativas do mercado financeiro, o PIB brasileiro deve crescer cerca de 1,8% em 2026, enquanto o governo projeta uma expansão maior, de 2,3%.

Para o Banco Central, uma desaceleração no crescimento econômico é considerada parte do processo de controle da inflação, ajudando a aproximar o índice da meta de 3% ao ano.

O IBC-Br é uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central para avaliar o ritmo da economia e ajudar na definição da taxa básica de juros.

Quando a atividade econômica cresce mais rapidamente, pode haver maior pressão inflacionária, o que tende a dificultar cortes nos juros. Por outro lado, um crescimento mais fraco pode abrir espaço para uma política monetária mais flexível.





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