Um homem de 33 anos foi preso pela Polícia Civil do Amazonas suspeito de descumprir medida protetiva, manter a ex-companheira em cárcere privado e cometer estupro contra a mulher, de 30 anos, em Manaus.
A prisão preventiva foi cumprida na manhã de terça-feira (19) por policiais da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Sul/Oeste.
De acordo com a delegada Kelene Passos, a vítima manteve um relacionamento com o investigado por cerca de um ano e meio. Durante esse período, o casal teve uma filha.
As investigações apontam que, em agosto de 2024, poucos meses após o nascimento da criança, a mulher foi sequestrada, agredida fisicamente e abusada sexualmente pelo suspeito. Na ocasião, ele chegou a ser preso e permaneceu detido por aproximadamente seis meses.
Após deixar a prisão, segundo a polícia, o homem voltou a procurar a vítima insistindo na retomada do relacionamento. Diante das negativas, passou a persegui-la por aplicativos de mensagens e redes sociais.
Ainda conforme a delegada, a mulher procurou o suspeito posteriormente apenas para tratar de assuntos relacionados à filha do casal. Foi nesse momento que, segundo as investigações, ela teve o celular invadido e acabou sendo mantida em cárcere privado dentro da residência do homem.
“A vítima foi impedida de sair do quarto e sofreu constantes ameaças. Ela só conseguiu fugir na manhã seguinte, quando o pai do investigado chegou ao local”, explicou Kelene Passos.
Durante o período em que ficou em poder do suspeito, a mulher teria sido brutalmente abusada sexualmente, além de sofrer agressões físicas, psicológicas e ofensas verbais.
Após conseguir escapar, a vítima percebeu alterações no corpo e suspeitou de uma possível gravidez decorrente da violência sexual. A gestação foi confirmada posteriormente por exame de sangue.
Diante da confirmação, ela procurou novamente a delegacia para denunciar os crimes.
Com base nas investigações, a Justiça autorizou a prisão preventiva do suspeito, que foi localizado e encaminhado para a unidade policial.
O homem responderá pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, estupro e cárcere privado e permanecerá à disposição da Justiça.


