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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (6) que a oposição está “atrapalhando o país” e que, diante da crise gerada pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, que passaram a vigorar hoje, o setor empresarial deveria ampliar sua pressão não apenas sobre o governo federal, mas também sobre os opositores no Congresso Nacional.
“A oposição está dizendo que vai atrapalhar o país. Eles mesmos anunciam isso, inclusive em entrevistas públicas. É hora de agir”, declarou Haddad, em fala a jornalistas na porta do Ministério da Fazenda.
A declaração de Haddad ocorre no momento em que o Congresso vive um clima de tensão. Desde terça-feira (5), parlamentares aliados de Jair Bolsonaro ocupam as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na segunda-feira (4).
Haddad prega união diante de crise
O mandatário da Fazenda destacou que o empresariado deve ir além das conversas com o governo e buscar diálogo com a oposição. “Os governadores também devem ligar. Precisamos de ação coordenada para enfrentar um crime de lesa-pátria que é cometido diariamente nas páginas dos jornais”, disse.
A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos é a mais alta aplicada por Donald Trump contra parceiros comerciais. A alíquota afeta diversos setores exportadores brasileiros, principalmente os pequenos, e já provoca queda em pedidos e suspensões de contratos.
O governo brasileiro prepara medidas emergenciais de proteção para os segmentos mais atingidos, especialmente o agronegócio e micro e pequenas empresas.
Lei Magnitsky e a crise diplomática com os EUA
Outro ponto sensível da fala do ministro foi a possível discussão, com autoridades norte-americanas, sobre a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes. A legislação, utilizada pelos EUA para sancionar autoridades estrangeiras envolvidas em violações de direitos humanos ou corrupção, foi acionada na semana passada pelo governo Trump para punir Moraes.
Segundo Haddad, o tema poderá ser abordado em reunião agendada com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, prevista para o próximo dia 13. “Esse tema está sob a alçada dele. Pode ser que seja objeto de nossa conversa”, afirmou Haddad.
Em comunicado, Bessent acusou Moraes de liderar uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro e seus aliados, justificando a aplicação da sanção com base em censura, prisões arbitrárias e processos politicamente motivados. A decisão bloqueia bens de Moraes nos EUA, proíbe transações com cidadãos americanos e impõe sanções a quem descumprir as restrições — com possibilidade de penalidades civis e criminais, mesmo sem dolo, quando há intenção.



