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quarta-feira, 29 abril, 2026
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Governo avalia insistir em Messias ao STF após rejeição

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Por Cleber Lourenço

Horas após a rejeição inédita da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Lula passou a avaliar a possibilidade de insistir no mesmo nome e reapresentá-lo ao Senado.

A articulação ganhou força com a manifestação do deputado e ex-ministro Silvio Costa Filho que, em declaração ao ICL Notícias, defendeu publicamente que o Palácio do Planalto não recue e mantenha Messias como escolha para a Corte.

A avaliação é de que a rejeição não encerra o debate e o governo deve sustentar a indicação como forma de reafirmar sua prerrogativa constitucional. A leitura é compartilhada por integrantes da base governista, que passaram a tratar a possibilidade de uma nova indicação como alternativa concreta.

Líderes governistas ouvidos pela reportagem afirmam que o governo não descarta reapresentar o nome de Messias ao Senado, mesmo após a derrota no plenário. A estratégia é vista por parte da base como uma resposta política à articulação que levou à rejeição do indicado.

A hipótese, no entanto, ainda enfrenta resistências internas e deve ser objeto de discussão nas próximas horas. O Palácio do Planalto convocou uma reunião com parlamentares da base aliada para tratar do tema e definir os próximos passos.

O encontro está previsto para começar por volta das 20h30 e deve reunir lideranças do Congresso e integrantes do governo. Na pauta, estarão tanto a possibilidade de reinsistência no nome de Messias quanto a avaliação de outros cenários para a vaga no Supremo além de uma avaliação da relação do governo com o Congresso Nacional e em especial com senado e seu presidente, Davi Alcolumbre.

A reunião ocorre em um ambiente de forte tensão política, após a derrota imposta ao governo no Senado. A rejeição do nome indicado por Lula rompeu uma tradição de mais de três décadas e inaugurou um novo patamar de conflito entre Executivo e Legislativo na escolha de ministros do STF.

Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a decisão sobre o próximo movimento terá impacto direto na relação com o Congresso e na capacidade de articulação do Planalto para futuras indicações.

A possibilidade de reapresentar o nome de Jorge Messias é vista, nesse contexto, como um teste de força política diante do Senado e da articulação que levou à rejeição do indicado.





ICL Notícias

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