[ad_1]
Por Cleber Lourenço
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta segunda-feira que o envio do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Senado para a vaga no Supremo Tribunal Federal não deve ocorrer antes do Carnaval. Segundo o senador, a definição do momento é fruto de um entendimento direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre.
“É um diálogo que está sendo travado entre o presidente da República e o presidente do Congresso Nacional. Eles haverão de julgar o melhor momento para que a mensagem seja encaminhada. Certamente não é nada antes do Carnaval”, disse Randolfe a jornalistas no Senado.
A fala ocorre em um momento de forte sensibilidade política, marcado pelo debate sobre a dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. No entorno do governo, a avaliação é de que antecipar o envio do nome de Messias poderia contaminar a sabatina no Senado com pressões da oposição por posicionamentos sobre revisão de penas e eventuais propostas de anistia.
Segundo fontes envolvidas na articulação, Jorge Messias já conta hoje com os votos necessários para a aprovação de seu nome no Senado. Ainda assim, a avaliação predominante no Palácio do Planalto é de que, neste momento, mais importante do que acelerar a sabatina é preservar a relação política com o presidente do Congresso e evitar que Davi Alcolumbre seja exposto a uma derrota ou a um desgaste desnecessário na condução do processo.
Randolfe afirmou ainda que pretende se reunir com Alcolumbre para discutir a data mais adequada para a realização da sabatina, indicando que a tendência é que o tema fique para março. “Creio que é mais adequado que seja para março, mas quem delibera a data e convoca o Congresso é o presidente Davi Alcolumbre”, declarou.
Embora não tenha citado diretamente a discussão sobre anistia ou revisão de penas, o líder do governo evitou qualquer sinalização de interferência política nos processos judiciais em curso. Em outros momentos da conversa com jornalistas, Randolfe reforçou o discurso de respeito à autonomia das instituições e afirmou que o governo apoia investigações que “atinjam quem tiver que atingir”.
A estratégia do Planalto, segundo interlocutores, é blindar a indicação de Jorge Messias de um ambiente de confronto político no Senado, garantindo uma tramitação que preserve a autoridade do presidente do Congresso e mantenha o canal de diálogo aberto com Alcolumbre. A expectativa é de que, com o arrefecimento do debate sobre a dosimetria após o Carnaval, o governo avance com o envio formal do nome ao Congresso para a sabatina.
[ad_2]
ICL Notícias



