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Os índices futuros dos Estados Unidos iniciam a segunda-feira (1º) em trajetória negativa, refletindo maior aversão ao risco enquanto investidores aguardam uma bateria de indicadores econômicos. Mesmo com o movimento, o mercado mantém alta probabilidade — 87,4% — de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa do Federal Reserve em dezembro, segundo o CME FedWatch.
O presidente do Fed (banco central dos EUA), Jerome Powell, fala hoje, e seus comentários devem orientar as apostas para a próxima decisão do banco central. Também cresce a expectativa em torno do sucessor de Powell, com o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, visto como favorito — possibilidade que pode mexer com o dólar.
No Brasil, o clima é de otimismo com o recorde histórico do Ibovespa na sexta-feira e com a taxa de desemprego, que atingiu 5,4% no trimestre encerrado em outubro, levemente abaixo das projeções.
A agenda desta segunda tem como destaque o Boletim Focus e novos desdobramentos sobre a conversa entre Donald Trump e Nicolás Maduro. Investidores também acompanham eventuais pistas de Trump sobre o novo presidente do Fed, que, segundo ele, já está escolhido.
Brasil
O Ibovespa encerrou a tarde de sexta-feira (28) renovando suas máximas, aproximando-se mais uma vez do patamar dos 160 mil pontos. Mesmo sem ultrapassá-lo no índice à vista, o movimento refletiu o clima positivo vindo de Nova York — onde as negociações terminaram mais cedo por conta do feriado de Ação de Graças.
No fechamento, o Ibovespa avançou 0,60%, alcançando 159.276 pontos. Com esse desempenho, o índice acumula alta superior a 6% em novembro, ampliando os ganhos observados em outubro, quando subiu 2,26%.
O dólar à vista fechou em queda de 0,31%, aos R$ 5,3353 na venda. No acumulado da semana, o recuo foi de 1,23%. Já no acumulado do mês de novembro, houve queda de 0,82%.
Europa
Os mercados europeus recuam no início deste mês após o STOXX 600 acumular cinco meses de alta. Investidores acompanham o avanço das negociações de um acordo de cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia. O enviado dos EUA, Steve Witkoff, vai a Moscou conversar com Vladimir Putin após Kiev aprovar, em princípio, um plano revisado de 19 pontos. Marco Rubio afirmou que as discussões entre EUA e Ucrânia foram produtivas, mas ainda há pendências.
STOXX 600: -0,30%
DAX (Alemanha): -0,61%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,13%
CAC 40 (França): -0,48%
FTSE MIB (Itália): -0,36%
Estados Unidos
Os índices futuros operam em baixa hoje, enquanto os investidores aguardam a atualização de dados macroeconômicos após a paralisação (shutdown) de 43 dias do governo. Nesta semana, serão divulgados o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de setembro, que inclui o indicador de inflação preferido do Fed, além de relatórios do setor privado sobre manufatura, serviços e o dado de folhas de pagamento privada da ADP.
Dow Jones Futuro: -0,39%
S&P 500 Futuro: -0,49%
Nasdaq Futuro: -0,57%
Ásia
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, enquanto investidores analisam o novo PMI da manufatura chinesa, que caiu para 49,9 em novembro. O dado veio abaixo da expectativa de 50,5 e elevou a cautela sobre a economia do país. Crescem também as apostas de um corte de juros pelo Fed ainda este mês. Já o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, sinalizou que avaliará um possível aumento das taxas, movimento que poderia fortalecer o iene e elevar os rendimentos dos títulos japoneses.
Shanghai SE (China), +0,65%
Nikkei (Japão): -1,89%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,67%
Nifty 50 (Índia): -0,07%
ASX 200 (Austrália): -0,57%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em alta nesta segunda, após a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) confirmar que manterá seus planos de suspender os aumentos de produção durante o primeiro trimestre, enquanto os investidores avaliavam as consequências da retórica do presidente Donald Trump sobre a Venezuela.
Petróleo WTI, +1,93%, a US$ 59,68 o barril
Petróleo Brent, +1,60%, a US$ 63,38 o barril
Agenda
Nos Estados Unidos, saem o PMI e ISM da indústria.
Por aqui, no Brasil, o governo federal ajustou as estimativas para o salário mínimo de 2026 e agora projeta um valor de R$ 1.627. O número ficou quatro reais abaixo do divulgado anteriormente, depois que a equipe econômica revisou para baixo a expectativa de inflação deste ano. Mesmo com a redução, o piso deve subir em relação aos atuais R$ 1.518, mantendo a política de valorização que garante aumento acima da inflação. O valor final depende do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de novembro, que será divulgado em 10 de dezembro e servirá de referência oficial para o cálculo.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg
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