Projeto idealizado por Isabelle Nogueira em parceria com a Mynd terá segunda edição no dia 23 de maio, reunindo cultura amazônica, música regional e ações socioambientais em Manaus
No próximo dia 23 de maio, a Arena da Amazônia, em Manaus, será palco da segunda edição do Festival da Cunhã, projeto idealizado pela cunhã-poranga do boi Garantido, Isabelle Nogueira, em parceria com a Mynd, considerada a maior agência de marketing de influência e entretenimento do país. O evento promete uma verdadeira imersão na cultura e na natureza da região amazônica, reunindo gastronomia típica, tradições populares e apresentações de artistas com ritmos regionais, funcionando como um aquecimento para o Festival de Parintins, reconhecido como o maior espetáculo folclórico a céu aberto do mundo.
Com Isabelle como anfitriã da festa, o festival reforça a proposta de valorizar as raízes indígenas e nortistas, ao mesmo tempo em que amplia o alcance da cultura amazônica para o restante do Brasil.
Um projeto que nasceu para exaltar a Amazônia
Criado em 2025, o Festival da Cunhã surgiu como uma celebração da identidade amazônica e rapidamente conquistou o público. Em sua estreia, o evento reuniu mais de 30 mil pessoas na Arena da Amazônia, consolidando-se como um marco cultural e sustentável na região Norte.
A proposta vai além da música. A iniciativa se posiciona como um movimento de valorização das tradições locais, da arte regional e da potência criativa da floresta. Em 2026, segundo a organização, o público pode esperar uma experiência ainda mais intensa.
“A primeira edição do Festival da Cunhã foi uma imersão inesquecível. E em 2026 a gente volta com ainda mais música, mais encontros, mais emoções. Vai ter cultura, vai ter Brasil, vai ter mistura, porque o Festival da Cunhã é isso, é um espaço onde todo mundo se reconhece”, celebra Isabelle.
A fala da artista sintetiza o espírito do projeto, que busca unir tradição e contemporaneidade em um ambiente plural, aberto e representativo.
Aquecimento para o maior espetáculo folclórico do mundo
O Festival da Cunhã também cumpre o papel de aquecer o público para o tradicional Festival de Parintins, evento que transforma a cidade de Parintins em um grande palco a céu aberto, movimentando torcidas apaixonadas pelos bois-bumbás Garantido e Caprichoso.
Ao antecipar o clima de celebração, o projeto amplia o calendário cultural do Amazonas e fortalece a identidade regional, estimulando o interesse de visitantes e influenciadores de diferentes partes do país.
Na primeira edição, um grupo de 100 influenciadores e artistas de diversas regiões do Brasil participou de uma vivência imersiva na floresta amazônica, promovendo as riquezas naturais e culturais do Norte. A estratégia ampliou o alcance do festival nas redes sociais e projetou a cultura amazônica para novos públicos.
Sustentabilidade como prioridade
Mais do que um espetáculo musical, o Festival da Cunhã assumiu, desde sua estreia, um compromisso claro com a sustentabilidade e o impacto social.
Em parceria com a Tree Earth e comunidades ribeirinhas, o evento compensou as emissões de carbono por meio do plantio de 758 árvores nativas em áreas degradadas. A ação reforça a preocupação com a preservação ambiental em uma das regiões mais estratégicas do planeta.
Outro destaque foi o formato de acesso ao evento. A entrada do público foi realizada mediante a doação de alimentos, o que resultou na arrecadação de quase 30 toneladas destinadas a comunidades em situação de vulnerabilidade social.
A organização afirma que todas as etapas do festival priorizaram práticas sustentáveis, desde a montagem da estrutura até a operação no dia do evento, evidenciando uma preocupação concreta com o território e sua população.
Para Fátima Pissarra, CEO da Mynd, a segunda edição representa a consolidação de um projeto de longo prazo.
“Chegar à segunda edição do Festival da Cunhã é a confirmação de que estamos construindo algo que vai além do palco. O projeto nasce do orgulho pela cultura amazônica, pela potência criativa da região Norte e pelo desejo de gerar impacto real. Seguiremos investindo em ações sociais e fortalecendo nossa responsabilidade com o território que nos acolhe. Queremos que o festival ecoe na música, na arte e, principalmente, no legado que deixamos para as próximas gerações”, afirma.
Impacto direto na economia local
O Festival da Cunhã também se destacou pelo impacto econômico positivo gerado na capital amazonense. A estrutura do evento contou com praça de alimentação e feira de artesanato, criando oportunidades para vendedores ambulantes, pequenos empreendedores e empresários locais.
Do comércio informal aos negócios já estabelecidos, diferentes setores foram beneficiados pelo fluxo de visitantes. A circulação de renda durante o festival contribuiu para fortalecer a economia criativa e o turismo cultural em Manaus.
Ao valorizar produtores regionais, o evento reforça o sentimento de pertencimento e amplia a visibilidade de talentos locais, consolidando-se como uma vitrine para a cultura amazônica.
Experiência sensorial e identidade cultural
A proposta do Festival da Cunhã é proporcionar uma experiência sensorial completa. Além dos shows e da gastronomia típica, o público vivencia elementos tradicionais que dialogam com a ancestralidade indígena e com as manifestações culturais do Norte.
A presença de Isabelle Nogueira como anfitriã dá ainda mais simbolismo ao projeto. Como cunhã-poranga do boi Garantido, ela representa uma das figuras mais emblemáticas do Festival de Parintins, carregando consigo a força da tradição e da identidade amazônica.
O sucesso da primeira edição, que contou com apresentações de artistas regionais e show da dupla Maiara & Maraísa, elevou as expectativas para o novo encontro. A organização ainda não divulgou todas as atrações de 2026, mas promete uma programação que mantenha o padrão de grandiosidade e diversidade cultural.
Cultura, pertencimento e legado
Mais do que um evento anual, o Festival da Cunhã se consolida como um movimento cultural. A iniciativa reforça a importância de narrativas protagonizadas por vozes da própria região, valorizando saberes, tradições e expressões artísticas muitas vezes invisibilizadas no cenário nacional.
Ao unir entretenimento, responsabilidade ambiental e impacto social, o projeto amplia o conceito de festival e o transforma em plataforma de transformação.
Em maio, a Arena da Amazônia voltará a receber milhares de pessoas em uma celebração que mistura ritmos, sabores, cores e histórias. Para o público, será mais do que um espetáculo: será uma oportunidade de mergulhar na essência da Amazônia e reconhecer, na diversidade cultural brasileira, um espaço de encontro e pertencimento.



