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quarta-feira, 29 abril, 2026
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Brasileira no Líbano diz que não saber quanto guerra vai durar ‘acaba com saúde mental’

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Por Brasil de Fato

Moradora de Ballouneh, a cerca de 18 km ao norte da capital libanesa, a brasileira Amanda Kaddissi contou no programa Conexão BdF, da rádio Brasil de Fato, como é viver em um país em guerra. Apesar de a região ser relativamente mais calma do que o sul do país ou Beirute, ela diz que as consequências dos ataques israelenses são sentidas em todo o território.

“Existe muita solidariedade, a maioria das pessoas está desempregada, não tem como pagar pela alimentação, acomodação”, diz a líder do grupo Mulheres do Brasil, núcleo Líbano. “Tudo dobrou de preço, faltam remédios e, por isso, nos ajudamos, para seguir suportando. Mas não saber o quanto a guerra vai durar acaba com o psicológico, deixa todos aflitos.”

“Não conseguimos dormir uma noite inteira, ficamos muito inseguros”, afirma.

O número de mortos em ataques israelenses no Líbano chegou a 2.496 desde 2 de março, o início dos ataques de Israel, com quase 8 mil feridos. Mais de um milhão de pessoas — 20% da população libanesa — foram obrigadas a deixar suas casas.

Os bombardeios de Israel, que alega combater o grupo Hezbollah, seguem diários, apesar do declarado cessar-fogo. Sobre a trégua acertada entre EUA e Irã, Kaddissi afirma não serem mais do que “palavras bonitas”.

“Não houve alívio; desde 2024 se sofre muito. Há poucos minutos, pessoas de 16 cidades no sul do Líbano receberam ordens para evacuar novamente, sem saber para onde ir. Estão acampadas em tendas no centro de Beirute, em condições bem precárias.”

Por isso tudo, ela afirma cogitar voltar ao Brasil, como muitos outros já fizeram. “Há o cansaço de recomeçar. Quem fica aqui é porque ainda tem algo, um apartamento ou um imóvel. Mas muitos pensam em recomeçar no Brasil.”

“Moro em um local relativamente seguro, mas apenas ‘um pouco’, porque não há lugar seguro de fato. Tenho um filho adolescente que quer voltar ao Brasil”, afirma ela.





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