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quinta-feira, 19 fevereiro, 2026
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Estudantes protestam contra palestra sobre “abusos do STF” dentro da UFPR e são reprimidos pela polícia

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Nesta terça-feira (09), mesmo dia em que ocorre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), uma palestra sobre “os abusos do STF” estava marcada para acontecer no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O evento foi solicitado por uma professora do curso e teria a participação do vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) e do advogado e bolsonarista Jeffrey Chiquini.

No entanto, estudantes de diversas organizações de esquerda realizaram um protesto dentro do prédio e impediram a realização da palestra. Durante o ato, a Polícia Militar entrou no local e reprimiu os manifestantes com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Uma estudante foi atingida na perna e um estudante foi preso. Segundo a direção da Faculdade de Direito, a PM não foi acionada pela instituição e a ação, considerada desproporcional, deverá ser apurada.

Estudantes protestam contra ação violenta da PM. Foto: DCE UFPR

Nas redes sociais, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPR denunciou que os estudantes foram brutalmente atacados pela Polícia Militar dentro da universidade. “Isso não é segurança pública, é violência de Estado e autoritarismo. A autonomia universitária e o direito à manifestação foram violados, e a democracia, afrontada”, afirmou a entidade em nota publicada no Instagram. De acordo com representantes do DCE, a ação da PM foi desproporcional e resultou em diversos feridos. Entre eles, Ana Clara, estudante de Filosofia, que foi derrubada no chão pelos policiais.

Em nota, a direção da Faculdade de Direito afirmou que o evento já havia sido cancelado antes mesmo do início do protesto, e reiterou que a presença da PM no prédio foi indevida, pois não foi autorizada pela universidade.

“A Direção da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná informa que o evento previsto para ocorrer em 09/09 no Salão Nobre foi cancelado pela organização minutos antes de sua realização. Mesmo após o cancelamento e a orientação expressa da Vice-Direção para que não ingressassem no prédio, os palestrantes insistiram em adentrar o espaço. A partir disso, intensificaram-se as manifestações estudantis e, sem que houvessem sido acionadas institucionalmente, forças de segurança pública ingressaram no prédio histórico indevidamente e atuaram de forma desproporcional. A Faculdade de Direito da UFPR não compactua com nenhuma forma de violência. Reafirmamos nosso compromisso com a convivência democrática no ambiente universitário. Todas as responsabilidades serão apuradas devidamente”, diz a nota.

A redação do Brasil de Fato Paraná entrou em contato com as assessorias do vereador Guilherme Kilter (Novo) e do advogado Jeffrey Chiquini, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Vereadoras de Curitiba se posicionaram também considerando a ação da PM violenta e desproporcional. ” A entrada violenta e criminosa da PM dentro da UFPR para reprimir um ato legítimo contra o golpismo da extrema-direita dentro da universidade é inaceitável”, disse a Professora Angela, vereadora pelo PSOL. Já a vereadora do PDT, Laís Leão, disse que está acompanhando a situação e considera grave o que ocorreu. ” É gravíssima a entrada de forças policiais dentro da UFPR, instituição federal centenária, de histórico importante na luta democrática. Temos registros e estudantes feridos, sigo acompanhando de perto a situação” disse.

Em nota a assessoria de comunicação da Polícia Militar do Paraná disse que no momento estão apurando o que ocorreu na noite desta terça-feira.

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Fonte: Brasil de Fato

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