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As estatais federais bateram recorde de faturamento em 2024, alcançando R$ 1,3 trilhão, segundo o Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2025, divulgado na sexta-feira (22) pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). O resultado representa um crescimento de 4,9% sobre o ano anterior. Os ativos totais somaram R$ 6,7 trilhões, com avanço de 10,9%, e os investimentos chegaram a R$ 96 bilhões, um salto de 44%.
Apesar dos bons indicadores operacionais, o lucro líquido consolidado caiu 41%, para R$ 116,6 bilhões, puxado principalmente pela Petrobras, que viu seu resultado encolher de R$ 125 bilhões em 2023 para R$ 37 bilhões em 2024. Excluindo a petroleira, o conjunto das estatais registrou lucro de R$ 79,6 bilhões, com alta de 9,4%.
As 44 empresas controladas pela União empregam mais de 441 mil trabalhadores e respondem por 5,4% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Em 2024, elas pagaram R$ 152,5 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), dos quais R$ 72,1 bilhões foram destinados ao governo federal, e R$ 80,4 bilhões a outros acionistas. Também contribuíram com R$ 228,3 bilhões em tributos, o equivalente a 6% da arrecadação nacional.
Estatais são “peças centrais”, diz Esther Dweck
A ministra Esther Dweck, titular da pasta, afirmou que as estatais são “peças centrais” na estratégia de desenvolvimento sustentável e no acesso ao crédito habitacional, agrícola, para pequenos negócios, “no desenvolvimento e disseminação de novas tecnologias, na integração regional e na garantia de diferentes políticas públicas em todos os 5.570 municípios brasileiros”.
Ela destacou que o atual governo trabalha para fortalecer a governança e o papel dessas empresas na economia.
“As empresas estatais possuem papel estratégico no desenvolvimento socioeconômico do país, na promoção da igualdade, na universalização de bens e serviços e na construção e fortalecimento da soberania nacional”, disse.
Lucro x Déficit
O relatório também esclarece a diferença entre os conceitos de superávit/déficit primário, utilizados pelo Banco Central, e lucro/prejuízo, calculados pelas empresas. Segundo o BC, um grupo de 20 estatais não dependentes — excluindo Petrobras e instituições financeiras — encerrou 2024 com lucro operacional de R$ 1,7 bilhão, mas 11 delas registraram déficit primário de R$ 6,7 bilhões.
Segundo o MGI, esse déficit não necessariamente reflete prejuízo, já que pode indicar maior volume de investimentos com recursos acumulados. Apenas Correios e Infraero apresentaram tanto déficit quanto prejuízo.
O relatório destaca ainda que, para cada R$ 1 investido pelo orçamento federal nas estatais, retornaram R$ 2,51 aos cofres públicos em dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio) — sinal de solidez financeira e contribuição relevante ao equilíbrio fiscal.



