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Durante participação no ICL Notícias 1ª edição desta quinta-feira (29), o economista e fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), Eduardo Moreira, comentou a investigação da Polícia Federal sobre uma rede de influenciadores digitais do Banco Master, que também teria atuado para políticos como o governador Tarcísio de Freitas e o deputado federal Nikolas Ferreira, conforme mostra reportagem de Luís Costa Pinto no site ICL Notícias.
Segundo Moreira, trata-se de um grupo altamente organizado, capaz de influenciar a opinião pública de maneira rápida e estratégica.
“Esse projeto Vorcaro não é nem um piloto, é o teste final da eficiência desse projeto de realmente controlar a opinião pública. Hoje, esses perfis somados têm 70 milhões de seguidores e disputam de igual para igual com a TV Globo e outros grandes meios de comunicação”, afirmou.
O economista destacou que a rede não é improvisada. São perfis distintos, mas complementares, e envolvem múltiplas agências de publicidade. “A junção de perfis distintos, mas complementares, mostra que esse negócio é organizado e que há estratégia por detrás”, explicou.
Moreira também chamou atenção para a origem do financiamento, citando empresas de apostas online, as chamadas bets, como possíveis patrocinadoras. Segundo ele, os recursos movimentados não seriam de centenas de milhões, mas de dezenas de bilhões de reais por ano, reforçando o alcance e o poder da rede.
“Se a PF conseguir esmiuçar essa rede, vamos entender o verdadeiro poder de financiamento dessas empresas de apostas e como ele é usado para manter e expandir essa estrutura”, acrescentou.
Conexões políticas e o risco eleitoral
O economista relacionou o esquema investigado com figuras do Centrão, como Ciro Nogueira e Arthur Lira, e políticos beneficiados pela rede. Para Moreira, essas conexões demonstram o coração financeiro que sustenta a extrema direita nas redes sociais.
“Estamos falando de proteger o processo eleitoral de 2026, não de garantir que Lula seja eleito. É garantir que o processo seja justo e não totalmente manipulado por essa grana e por essa estrutura digital”, afirmou.
Comparando com casos anteriores, Moreira avaliou a importância do inquérito da PF: “Para mim, esse inquérito é maior que o caso Master. É crucial para defender a integridade do processo eleitoral, porque revela como redes digitais, dinheiro e política se entrelaçam de forma estratégica e poderosa.”
Carteiras podres do BRB
Moreira também comentou a notícia de que, em depoimento prestado à PF, o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que a autarquia sabia que as carteiras da Tirreno vendidas pelo Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB) por R$ 12,2 bilhões eram podres desde março de 2025, oito meses antes da liquidação do Banco de Daniel Vorcaro.
“O que assusta nessa questão do BRB com o Banco Master é que quando o BRB se propõe a comprar essas carteiras de títulos podres, ele sabe que isso é todo dinheiro do mundo, mesmo para um banco. Tanto que tem muita gente hoje que fala do risco de o BRB quebrar. O governo do Distrito Federal está vendo quanto é que vai ter que colocar de dinheiro para isso não acontecer e dinheiro do contribuinte, porque é dinheiro do contribuinte”, pontuou Moreira.
“É impossível que dentro do BRB eles não tenham feito um estudo profundo [sobre esses ativos]. Se essa turma percebeu que era ativo podre, vocês duvidam que o BRB sabia? Se não sabia, devia mandar embora metade da turma e aí tem esquema”, frisou.
Ele ainda lembrou que então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já sabia de todo o problema do Banco Master e não fez o que tinha de ser feito (clique aqui para ler reportagem de Leandro Demori sobre o assunto).
Veja abaixo o comentário completo de Eduardo Moreira:
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