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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Em Caracas, Trump implementa sua versão de ‘América para os Americanos’

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A ofensiva dos EUA sobre a Venezuela é a materialização da nova estratégia de segurança nacional de Donald Trump, que coloca o controle sobre a América Latina como uma de suas prioridades, inclusive militares.

O documento, publicado no final de 2025, apontava como as intenções da Casa Branca na América Latina eram a de retomar o controle sobre a região, reinstalar a Doutrina Monroe e ampliar a presença militar no hemisfério.

O plano faz parte do Conselho Nacional de Segurança dos EUA. Se nas últimas semanas o deslocamento de caças e navios de guerra para o Caribe deixou a região em estado de alerta, a “Estratégia de Segurança Nacional” dos EUA agora sugere que essa será a nova realidade do continente.

As lutas contra as drogas, contra a imigração e contra a presença de potências estrangeiras – principalmente China – aparecem como prioridade e objetivo.

O que chama a atenção de diplomatas estrangeiros é o uso da CIA para “identificar pontos e recursos estratégicos no Hemisfério Ocidental, com vistas à sua proteção e desenvolvimento conjunto com parceiros regionais”.

O alerta ainda vai para capitais estrangeiras. “Concorrentes de fora do Hemisfério têm feito grandes incursões em nosso Hemisfério, tanto para nos desfavorecer economicamente no presente, quanto de maneiras que podem nos prejudicar estrategicamente no futuro. Permitir essas incursões sem uma reação séria é outro grande erro estratégico americano das últimas décadas”, afirmou o documento, num recado principalmente para chineses e e russos.

No documento, o governo Trump aponta que a ideologia do governo em questão em diversos países não importa, desde que seus objetivos estejam “alinhados” com as prioridades dos EUA.

Outro alerta vai aos países que estejam pensando em aumentar tributos para empresas americanas, inclusive no setor de tecnologia.

“Os Estados Unidos também devem resistir e reverter medidas como tributação direcionada, regulamentação injusta e expropriação que prejudicam as empresas americanas”, afirma.

Não há meias palavras: a Casa Branca quer o monopólio de acordos e a “expulsão” de empresas estrangeiras.

“Os termos de nossos acordos, especialmente com os países que mais dependem de nós e portanto, sobre os quais temos maior influência, devem ser contratos de fornecedor único para nossas empresas. Ao mesmo tempo, devemos fazer todo o possível para expulsar empresas estrangeiras que constroem infraestrutura na região”, completa.

Em diferentes trechos do plano, a América Latina é descrita como “nosso continente”.

Leia alguns dos principais trechos do plano de Trump para a região:

“Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental e para proteger nossa pátria e nosso acesso a geografias-chave em toda a região.

Negaremos aos concorrentes não hemisféricos a capacidade de posicionar forças ou outras capacidades ameaçadoras, ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais, em nosso Hemisfério. Este “Corolário Trump” à Doutrina Monroe é uma restauração sensata e potente do poder e das prioridades americanas, consistente com os interesses de segurança dos Estados Unidos.

Nossos objetivos para o Hemisfério Ocidental podem ser resumidos em “Alistar e Expandir”.

Alistaremos aliados estabelecidos no Hemisfério para controlar a migração, deter o fluxo de drogas e fortalecer a estabilidade e a segurança em terra e no mar. Expandiremos cultivando e fortalecendo novos parceiros, ao mesmo tempo em que reforçamos o apelo de nossa nação como o parceiro econômico e de segurança preferencial do Hemisfério.

Os Estados Unidos devem reconsiderar sua presença militar no Hemisfério Ocidental.

Isso significa quatro coisas óbvias:

• Um reajuste de nossa presença militar global para lidar com ameaças urgentes em nosso Hemisfério, especialmente as missões identificadas nesta estratégia, e para longe de teatros cuja importância relativa para a segurança nacional americana tenha diminuído nas últimas décadas ou anos;

• Uma presença mais adequada da Guarda Costeira e da Marinha para controlar as rotas marítimas, para impedir a imigração ilegal e outras migrações indesejadas, reduzir o tráfico de pessoas e drogas e controlar rotas de trânsito essenciais em caso de crise;

• Desdobramentos direcionados para garantir a segurança da fronteira e derrotar os cartéis, incluindo quando necessário, o uso de força letal para substituir a estratégia fracassada de aplicação da lei exclusivamente policial das últimas décadas; e

• Estabelecer ou expandir o acesso a locais estrategicamente importantes.

O Hemisfério Ocidental abriga muitos recursos estratégicos que os Estados Unidos devem desenvolver em parceria com aliados regionais, para tornar os países vizinhos, bem como o nosso próprio, mais prósperos. O Conselho de Segurança Nacional iniciará imediatamente um processo interinstitucional robusto para incumbir as agências, com o apoio do braço analítico de nossa Comunidade de Inteligência, de identificar pontos e recursos estratégicos no Hemisfério Ocidental, com vistas à sua proteção e desenvolvimento conjunto com parceiros regionais.

Concorrentes de fora do Hemisfério têm feito grandes incursões em nosso Hemisfério, tanto para nos desfavorecer economicamente no presente, quanto de maneiras que podem nos prejudicar estrategicamente no futuro. Permitir essas incursões sem uma reação séria é outro grande erro estratégico americano das últimas décadas.

Os Estados Unidos devem ser preeminentes no Hemisfério Ocidental como condição para nossa segurança e prosperidade — uma condição que nos permita afirmar com confiança onde e quando precisarmos na região. Os termos de nossas alianças, e os termos sob os quais fornecemos qualquer tipo de ajuda, devem estar condicionados a reduzir a influência externa adversária — desde o controle de instalações militares, portos e infraestrutura essencial até a aquisição de ativos estratégicos em sentido amplo.

Algumas influências estrangeiras serão difíceis de reverter, dadas as alianças políticas entre certos governos latino-americanos e certos atores estrangeiros. No entanto, muitos governos não estão alinhados ideologicamente com potências estrangeiras, mas são atraídos a fazer negócios com elas por outros motivos, incluindo custos baixos e menos entraves regulatórios. Os Estados Unidos obtiveram sucesso em reduzir a influência externa no Hemisfério Ocidental demonstrando, com especificidade, quantos custos ocultos — em espionagem, segurança cibernética, armadilhas da dívida e outras formas — estão embutidos na assistência externa supostamente de “baixo custo”. 

Devemos acelerar esses esforços, inclusive utilizando a influência dos EUA em finanças e tecnologia para induzir os países a rejeitarem tal assistência.

No Hemisfério Ocidental — e em todo o mundo — os Estados Unidos devem deixar claro que os bens, serviços e tecnologias americanos são uma compra muito melhor a longo prazo, porque são de qualidade superior e não vêm com o mesmo tipo de condições que a assistência de outros países. Dito isso, reformaremos nosso próprio sistema para agilizar aprovações e licenciamentos — novamente, para nos tornarmos o parceiro de primeira escolha. A escolha que todos os países devem enfrentar é se querem viver em um mundo liderado pelos Estados Unidos, com países soberanos e economias livres, ou em um paralelo no qual são influenciados por países do outro lado do mundo.

 



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