O documentário amazonense “Anamã, a Veneza da Amazônia”, dirigido pelo jornalista e cineasta Orlando Júnior, foi selecionado como finalista da primeira edição do FestCine Saberes Amazônicos, realizado em Boa Vista, Roraima. A produção concorre na categoria Documentário Nacional da Mostra Oficial Saberes Amazônicos e será exibida nesta sexta-feira (12), no Centro Amazônico de Fronteiras da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Produzido pela La Xunga Produções, o curta-metragem de 20 minutos retrata a realidade do município de Anamã durante uma das maiores enchentes registradas na bacia amazônica. Gravado em 2021, o filme apresenta os desafios enfrentados pela população diante das constantes cheias do rio Solimões e os impactos provocados pelo fenômeno na rotina da cidade.
Segundo Orlando Júnior, a seleção representa uma oportunidade importante para ampliar a visibilidade das produções audiovisuais realizadas na região Norte e fortalecer narrativas construídas a partir da perspectiva amazônica.
“Estar entre os finalistas de uma mostra dedicada aos saberes amazônicos é um reconhecimento muito significativo. O filme conta histórias da nossa gente, valorizando a identidade, a memória e a relação profunda que as comunidades mantêm com o território”, destacou o diretor.
Filme já conquistou prêmio nacional
O reconhecimento em Roraima se soma a outras conquistas da obra. Em 2025, o documentário recebeu o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no 9º Curta Canedo – Festival Nacional de Cinema de Senador Canedo, em Goiás, considerado um dos principais eventos do audiovisual da região Centro-Oeste.
A produção também integrou a programação da Mostra Ocupa CCVM – Amazônia em Foco, realizada no Centro Cultural Vale Maranhão, em São Luís, além da Mostra de Cinema Amazônico de Boa Vista e do projeto Cabé – Cinema a Céu Aberto, em Manaus.
Curadoria destaca qualidade das produções amazônicas
De acordo com a organização do FestCine Saberes Amazônicos, a mostra busca promover o intercâmbio cultural e ampliar a visibilidade de obras que abordam a diversidade cultural, os saberes tradicionais e as questões socioambientais da Amazônia.
Segundo Éder Santos, integrante da comissão organizadora do festival, a primeira edição recebeu 90 inscrições de diferentes estados brasileiros.
“Foi muito importante encontrar obras de excelente qualidade técnica e estética. São produções que ajudam a representar de forma positiva os povos da Amazônia e suas histórias”, afirmou.
Sobre a produtora
Fundada em 2014, a La Xunga Produções atua em diversas áreas do audiovisual, incluindo documentários, filmes de ficção, publicidade, jornalismo, videoclipes e transmissões ao vivo.
Durante a pandemia da Covid-19, a produtora ganhou destaque ao registrar os impactos da crise sanitária em municípios do Amazonas e colaborar com veículos nacionais e internacionais na produção de conteúdo jornalístico sobre a região.


